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Entenda a relação entre Vitamina D na gravidez e Autismo

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Muito se estuda e se especula sobre as origens e causas do autismo. Entretanto, ainda não há nenhuma definição concreta de como ou porquê o autismo surge.

Por outro lado, já se sabe que o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é multifatorial, ou seja, está ligado a mais de um fator. Entre eles estão fatores genéticos e ambientais que atuam em combinações diversas.

E já há alguns anos, diferentes pesquisas têm sido feitas a respeito da relação entre vitamina D e autismo. É importante ter em mente que nenhum desses estudos é definitivo e que há diversos outros fatores importantes a serem considerados. Continue a leitura e saiba mais!

 

Qual a relação entre vitamina D e autismo?

 

Segundo Dr. Marcelo Masruha, neurologista especializado em neurologia infantil, “existe uma hipótese de que níveis mais baixos de vitamina D durante a gestação e nos primeiros anos de vida possa estar envolvida na causa de alguns casos de autismo”.

Entretanto, o médico complementa dizendo: “os níveis de evidências disponíveis para avaliar essa relação são muito baixos, ou seja, ainda não há comprovação dessa hipótese”.

Isso foi demonstrado em um estudo chamado How 25(OH)D Levels during Pregnancy Affect Prevalence of Autism in Children: Systematic Review. Ele foi desempenhado pelos pesquisadores Nazlı Uçar, William B. Grant, Isabel Peraita-Costa, e María Morales Suárez-Varela, de diferentes institutos de saúde e nutrição.

Nesta análise, os autores compararam diferentes estudos que investigam essa relação e chegaram às seguintes conclusões:

  • As descobertas da revisão sistemática são consistentes com a hipótese de que baixos níveis de vitamina D podem contribuir para o desenvolvimento do autismo;
  • Existe a possibilidade de “viés de confusão”, pois uma dieta com níveis adequados de vitamina D geralmente também é adequada em outros micronutrientes;
  • São necessários estudos futuros para entender melhor essa possível relação;
  • Estes estudos futuros devem ser feitos com uma grande amostragem de participantes, levando em consideração a incidência de autismo.

Dr. Masruha também esclarece que caso essa hipótese seja comprovada futuramente, a influência da vitamina D na gravidez de crianças autistas só se aplicaria a alguns casos de autismo, e não a todos, uma vez que a TEA é uma síndrome multifatorial e não uma doença única.

 

Quais as taxas de Vitamina D ideais durante a gravidez?

 

Atualmente, a taxa considerada ideal de Vitamina D durante a gravidez está entre entre 25 e 50 nmol/L.

Vale lembrar que a principal forma de obtermos esse nutriente é através da exposição aos raios ultravioletas (UV), provenientes do sol.

Para manter a saúde e a vitamina D em dia, especialistas indicam que a exposição de pernas e braços ao sol, diariamente, pode ser uma boa ideia. Mas isso deve ser feito por apenas 10 a 15 minutos, sem proteção solar e preferencialmente no período das 10h às 15 horas.

No Brasil, a população urbana, principalmente do sudeste e sul do país, têm acesso limitado ao sol, por conta de hábitos e comportamentos relacionados à rotina, trabalho e até mesmo de proteção solar.

Por isso, é comum que essas pessoas possam apresentar deficiência da vitamina D e, em muitos casos, seja necessário fazer a suplementação deste nutriente.

 

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A alimentação da mãe na gravidez pode influenciar no nascimento de uma criança com TEA?

 

Como citamos, o autismo é uma síndrome multifatorial. Portanto, não é apenas um fator, como uma dieta, que determina o surgimento da TEA.

Desta forma, não há nenhuma evidência de que a alimentação materna ou até mesmo da criança possa influenciar no surgimento do autismo. E o mesmo vale para a exposição solar.

 

Como a alimentação influencia no tratamento da criança com TEA?

 

Também não há nenhuma evidência científica de que dietas específicas possam auxiliar ou atrapalhar o tratamento de crianças autistas.

Entretanto, em casos de diagnósticos de alergias ou intolerâncias alimentares específicas, é recomendado a retirada destes alimentos. Isso pode aliviar o desconforto da criança e, consequentemente, melhorar seu humor e comportamento.

Por sua vez, a seletividade alimentar de crianças autistas pode ser comum. Este comportamento não está relacionado a questões nutricionais. Mas sim a texturas, sabores, aparência, cheiros e até mesmo temperaturas que podem incomodar as crianças gerando a rejeição deste alimento.

 

A vitamina D pode influenciar no tratamento de uma criança autista?

 

Ainda não há nenhum indicativo de que a Vitamina D possa influenciar no tratamento do autismo.

Vale lembrar também que não existe remédio milagroso para o tratamento de crianças com TEA.

E agora que você já sabe mais sobre a relação entre Vitamina D e Autismo, que tal ler mais sobre os medicamentos para crianças autistas?

 

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3 comentários

  • Essa medicina burra professada por este site é simplesmente criminosa. Se seus responsáveis deixassem a preguiça de lado e passassem a estudar os estudos mais recentes a respeito – jamais publicados pelas revistas “científicas”, paus-mandados da indústria farmacêutica –, saberia que a causa do autismo é o ácido fólico colocado em alimentos fabricados pela indústria alimentícia como fonte de vitamina B9. Se este site tivesse uma gota de dignidade, divulgaria os inúmeros casos de autismo grave tratados e curados unicamente com administração de vitamina D em dosagens terapêuticas.

    Espero que a consciência de vocês não doa muito, com essa oposição desastrosa que fazem contra a vitamina D, que está sujeita afastar da cura pacientes cujos pais sofrem com o autismo.

    • Olá, Fernando.

      Identificamos que as informações às quais você teve acesso não são verídicas, por dois motivos. Primeiro que o autismo ele não tem cura, as terapias e medicamentos são para aliviar os sintomas, dar maior autonomia ao indivíduo e melhorar sua qualidade de vida. Então, se um “tratamento” se propõe a curar o autismo, ele é falso!

      Segundo que o autismo é um transtorno multifatorial, não existe apenas uma causa para sua incidência. Sua causa é majoritariamente genética com influências de fatores ambientais. Entre os fatores ambientais mais relevantes estão: a idade paterna seguida da idade materna, a exposição de agentes intrauterinos, como drogas (ácido valproico), infecções, doenças autoimunes, baixo peso ao nascer, hipertensão e obesidade antes ou durante a gestação.

      Assim como há décadas se difunde o MITO de que vacinas causam autismo, recentemente, tem se espalhado FALSAS NOTÍCIAS pela internet de que a vitamina D poderia ter esse efeito de “cura” do espectro. O que a ciência até o momento prova não ser verdade. Infelizmente, oportunistas se aproveitam da dor dos pais que têm filhos no espectro com sintomas mais graves, para disseminar essa mentira e tirar dinheiro dessas famílias.

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