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Tratamentos para autismo: história e evolução

Duas crianças no primeiro plano, um menino negro do lado esquerdo e uma menina branca do lado direito. Ele usa uma camisa azul e ela uma blusa branca. Ambos seguram um livro nas mãos. Entre eles mas no segundo plano, é possível ver uma menina branca olhando para frente, também com um livro, usando uma camisa xadrez em tons de azul e roxo. Imagem ilustrativa para texto sobre tratamentos para autismo.

Hoje em dia estamos mais familiarizados com o diagnóstico e tratamentos para autismo na área de saúde. Porém, nem sempre foi assim. As primeiras pesquisas sobre o transtorno só começaram a ser feitas em 1943, pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner.

No texto de hoje, vamos falar sobre a história do autismo, e como a pesquisa na área e os tratamentos vêm evoluindo com o passar dos anos. Para saber mais, é só continuar a leitura!

Qual a história da pesquisa sobre autismo?

Foi Kanner quem criou o termo “distúrbio autístico do contato afetivo”, graças às respostas inusitadas de algumas crianças ao contato com o ambiente. Já em 1944, Hans Asperger publicou o artigo “A psicopatia autista na infância”, que sugeria a dificuldade de crianças de estabelecer laços e diálogo, mas com foco intenso em temas específicos. 

E mesmo com esses avanços iniciais, o TEA foi incompreendido durante os anos 50 e 60. Por bastante tempo, foi visto como um transtorno que afetava crianças de pais distantes e como um subgrupo da esquizofrenia infantil. Por isso, os tratamentos para autismo eram ineficientes.

Foi somente nos anos 70 e 80 que a perspectiva começou a mudar. Em 1978, o psiquiatra Michael Rutter propôs que TEA é um transtorno cognitivo que se inicia na infância. Além disso, ele estabeleceu algumas características para o transtorno como:

  • Desvios sociais;
  • Desvios comunicativos;
  • e comportamentos incomuns, como as estereotipias.

Já em 1981, a psiquiatra Lorna Wing trouxe a ideia de autismo como um espectro e cunhou o termo Síndrome de Asperger. Desde então, novas descobertas foram feitas sobre o TEA, assim como formas de tratá-lo.

Quais os principais tratamentos para autismo?

Hoje, com maior desenvolvimento da psiquiatria e da psicologia, existem diferentes formas multidisciplinares de ajudar a criança com autismo.

Uma delas é a ABA, uma terapia comportamental que visa analisar as respostas da criança a situações. Ela trabalha com intervenções personalizadas para que o paciente saiba como reagir diante do mesmo cenário fora do ambiente terapêutico. 

O método TEACHH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados à Comunicação) é outro dos tratamentos para autismo de técnica comportamental. Ele visa auxiliar a criança a aprender, tanto em casa quanto em ambientes didáticos, sem que haja disrupções. Por exemplo, suportes visuais e sinalizações ajudam na hora de criar hábitos saudáveis e aprender novos conceitos. 

Já a técnica PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Figuras) auxilia principalmente os pacientes com fala inexistente ou limitada. Figuras são utilizadas como forma principal de diálogo e substituem a comunicação verbal sem que a criança fique desamparada. 

Existem também técnicas que mesclam diferentes áreas do conhecimento e envolvem profissionais, por exemplo, de fonoaudiologia e nutrição para lidar com alguns dos comportamentos.

Como a perspectiva mudou?

Em 2007 a ONU instituiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e, no Brasil, em 2012 foi criada a lei Lei Berenice Piana (12.764/12), que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Mais recentemente, no dia 11 de janeiro de 2020, foi promulgada também a Lei Romeo Mion, substituindo a Lei Berenice Piana. Ela garante mais direitos às pessoas e crianças autistas, além de criar a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), para melhor identificar as pessoas com TEA.

Quando o assunto são as causas do autismo, ainda não há muitas respostas. Muitos estudos tentam entender quais são os fatores ambientais, genéticos e como eles se misturam causando o TEA. É muito importante que mais pesquisas sejam feitas para que os tratamentos para autismo funcionem da melhor maneira possível.

Para os pacientes, é importante também que o acompanhamento seja feito de perto por profissionais qualificados. A utilização de técnicas adequadas para cada caso ajuda muito o processo de diagnóstico.

E para os pacientes de TEA e suas famílias, a chegada da vida adulta traz novos desafios. Saiba como lidar com as incertezas e o que pode ajudar!

 

Créditos da imagem: Designed by pressfoto / Freepik

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