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TEA em meninas e mulheres adultas – uma busca por respostas

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O autismo não tem barreiras de gênero, classe social ou origem. Mas, mesmo que os fatores genéticos sejam presentes, é muito comum que o transtorno seja menos diagnosticado em mulheres por fugirem do estereótipo autista, ou seja, crianças do sexo masculino.

Com o avanço da ciência e da pesquisa na área, tornou-se claro que há questões multifatoriais no desenvolvimento do autismo, inclusive fatores ainda desconhecidos. No entanto, muitas pessoas ainda não tiveram acesso a profissionais especializados, com isso, não foram diagnosticadas.

Um grupo em que isso ocorre são as mulheres. Em geral, acredita-se que o autismo seja mais presente em meninos. Por isso, muitas mulheres chegam à idade adulta sem ter obtido respostas ou mesmo gerado desconfiança em familiares, educadores e profissionais de saúde. Além de impactar os números e a pesquisa científica, também gera problemas para o desenvolvimento dessas mulheres, que podem acarretar em questões psicológicas e até dificuldades na vida adulta.

 

Por que as mulheres são menos diagnosticadas com TEA?

 

“O autismo é difundido e divulgado como uma deficiência majoritariamente masculina,” conta a psicóloga Joice Andrade. “As mulheres no espectro podem deixar de receber diagnósticos, resultando na invisibilidade do autismo feminino.”

Ou seja, há sim mulheres autistas, elas são só menos vistas desde a infância, quando os primeiros sinais começam a ser notados.

“Se faz necessária uma mudança na forma como se apresenta o espectro a fim de garantir maior visibilidade entre mulheres”, continua Joice. Inclusive parte da questão é que foram realizados mais estudos sobre o autismo em crianças do sexo masculino. Joice indica, então, que é importante buscar “uma amostra maior de autistas de ambos os gêneros para se chegar à melhor forma de representação.”

 

Sinais do autismo em mulheres

 

Um dos desafios em relação ao diagnostico é que, por ser pouco cogitado para crianças do sexo feminino, acaba sendo invisível ou camuflado. Como os sinais não costumam ser os mesmos nas meninas, isso mascara o autismo.

“No caso das mulheres, o comportamento é quase o oposto,” esclarece Joice. “Como por exemplo: empatia baixa em homens e hiperempatia em mulheres, crises nervosas agressivas em homens e crises nervosas com choro em mulheres, ausência de imitação em homens e imitação robotizada em mulheres, dentre outros.”

Em alguns casos, pode haver o diagnóstico incorreto, sendo essas meninas ou mulheres diagnosticadas com transtornos psicológicos ou tendo seus sintomas ignorados completamente, fazendo-as acreditar que é um problema pessoal.

Outro ponto histórico é que esses comportamentos antes não eram identificados como autismo, mesmo que a raiz deles fosse comum aos sinais de autismo. Hoje, autores definem essas características como “autismo atípico”, que incluem os sinais geralmente presentes no sexo feminino.

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Quando os filhos tem TEA

 

Muitas mulheres adultas nunca suspeitaram ou geraram suspeita de serem autistas. Seja por falta de informações ou por manifestarem sintomas atípicos, elas chegaram à idade adulta sem entender a relação entre alguns de seus comportamentos e o TEA.

Quando elas resolvem ter filhos e esses filhos demonstram sinais de serem autistas, isso faz com que muitas adultas comecem a questionar seus traços de personalidade. 

Os estudos genéticos são muito importantes para o diagnóstico e a pesquisa no autismo, o que fez com que especialistas detectassem o fator hereditário. Então, não é incomum que crianças autistas tenham pais autistas.

Joice indica que o primeiro passo para mulheres adultas que questionam é buscar ajuda em quem confiam.

“O indicado é que a mãe informe essa suspeita aos profissionais que acompanham seu filho, pois isso facilita o tratamento de ambos.”

A equipe que conhece a criança pode entender melhor sobre os sinais que ela apresenta e encontrar simetria na mãe.

Mas é claro que essas mulheres também devem buscar ajuda profissional para si. “A mãe também deve procurar um neurologista para indicar uma investigação”, explica Joice. “Passar por uma avaliação com um psicólogo que investigue suas funções cognitivas e afetivas, que ajudará o médico e a própria pessoa a se conhecer melhor e observar comportamentos comprometidos.”

Seja o diagnóstico de autismo ou não, é importante para o tratamento da criança que os pais estejam alinhados à busca por desenvolvimento cognitivo sem comprometer a saúde mental. Quando a mãe também mostra sinais de autismo, encontrar os meios terapêuticos de lidar com o transtorno e se entender melhor é um incentivo para ela, para a criança e para todos que os cercam.

Saiba mais sobre o papel dos pais no tratamento do autismo!

4 comentários

  • Tenho uma filha que fez curso superior e muito inteligente e tem pouca comunicação mora sozinha quase n namorou e muita dificuldade de fazer amizades resumindo tem todos os sintomas ou quase todos aí que foram falado, eu acho que ela é autista leve eu queria ter esse diagnóstico ora facilitar bos concursos dela e seu que ela pode n aceitar e como faço isso ?

    • Olá, Maria.

      Ter algumas características do TEA, não precisamente significa que o diagnóstico será esse. Mas com tais sinais, seria importante que ela fizesse uma investigação junto a um neuropsicológo.
      Um entendimento das causas de tais comportamentos pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dela.

  • Gostaria que fosse comentado sobre médicos brasileiros que fazem estudo sobre a deficiência da vitamina D e seu papel no TEA . Refiro-me ao Protocolo Coimbra .

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