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Saúde mental e autismo – como ajudar

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É importante cuidar da saúde mental de pessoas com autismo, pois de acordo com pesquisas médicas, autistas têm risco 4x maior do que pessoas fora do espectro de desenvolver depressão durante a vida. Além de riscos sociais, ambientais e genéticos para depressão, os pacientes autistas apresentam dificuldades no dia-a-dia causadas pela falta de compreensão de suas condições.

A partir daí, é mais suscetível, principalmente na infância, que pessoas neuroatípicas tenham sintomas de depressão ou desenvolvam transtorno de ansiedade, entre outras questões de saúde mental.

Com as demandas do dia-a-dia e problemas como sobrecarga emocional, deslocamento, falta de socialização e bullying, é comum que esses problemas afetem autistas desde a infância. Se eles não forem discutidos desde essa fase da vida, podem acarretar em questões mais sérias que afetam tanto o tratamento do autismo quanto a qualidade de vida.

É, então, importante que todos estejam atentos não só às necessidades terapêuticas das crianças autistas, mas também de desenvolvimento socioemocional, amizades, estabilidade e lazer delas.

 

Cuidados com a saúde mental no ambiente familiar

 

Um dos fatores que contribui para a depressão e a ansiedade em crianças é a sobrecarga de atividades, que  corta momentos de lazer e afeta o descanso. Ainda que as crianças autistas necessitam de apoio médico e terapêutico, elas ainda são crianças e precisam de momentos lúdicos.

Estimular a formação de laços sociais, com amigos e familiares, pode ajudar e muito não só o autismo mas a saúde mental. Assim, a criança valoriza o lazer e as atividades de conexão e aprende funções cognitivas de forma mais lúdica.

Criar espaço para que a criança brinque, faça amizades e se divirta é uma forma de equilibrar sua rotina. Tornando assim, os dias mais leves, o que, por sua vez, diminui o estresse e evita o desenvolvimento da ansiedade.

 

Como tornar a sala de aula um ambiente acolhedor para preservar a saúde mental do autista

 

Ainda que seja importante para os profissionais de educação uma atenção redobrada às necessidades cognitivas de crianças autistas – como por exemplo planos de aula que contemplem formas diversas e multifatoriais de aprendizado – , um ponto que não deve ser esquecido é sua saúde mental e o acolhimento socioemocional.

Muitas vezes as crianças autistas, por divergirem em suas reações dos colegas, são alvo de bullying ou discriminação dentro do ambiente escolar. Esse prejuízo de socialização não só tem efeitos negativos a longo prazo, como também contribui para o surgimento da ansiedade social.

Se a criança não se sente à vontade para se expressar na escola, ela acaba ficando ansiosa e não interagindo . O espaço não é mais seguro e cria impressões ruins, prejudicando o aprendizado e a formação de laços importantes para o desenvolvimento humano.

Professores, orientadores educacionais e gestores de escolas devem estar atentos às demandas de alunos autistas. Assim, planejar e inserir na escola atividades que sejam benéficas para integrá-los aos colegas.

Também é importante frisar para outras crianças o valor da diversidade e que respeito é uma parte fundamental da formação cultural. Assim, todos convivem melhor.

 

Atenção médica para além do espectro

 

Pais de crianças autistas talvez já estejam acostumados à necessidade de intervenções profissionais no dia-a-dia. Mas é importante lembrar que o acompanhamento da pessoa com TEA não diz respeito só ao TEA.

Dificuldades como mudança de humor, ansiedade, falta de ânimo e outros sinais de problemas psicológicos podem e devem ser discutidos com a equipe médica responsável pelo tratamento.

Os profissionais terão embasamento para guiar a criança em torno de suas questões pessoais. A partir disso, mudar o curso das intervenções e, se necessário, encaminhar para terapias mais especializadas.

O principal é sempre estar atento para o estado emocional de cada criança, seja ela autista ou não, e buscar ajuda especializada para que ela se sinta segura e acolhida.

 

A família tem um papel fundamental para o desenvolvimento e tratamento do autistas. Saiba mais sobre o papel da família na jornada do autismo na infância!

 

 

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