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Quais são as dificuldades para o diagnóstico de autismo leve?

o que é o autismo leve

 

O autismo hoje é melhor entendido do que foi nas últimas décadas. Atualmente, crianças estão recebendo o diagnóstico de forma mais precoce, o que auxilia no desenvolvimento da criança por meio das terapias e no entendimento dos sintomas. Mas o diagnóstico de autismo leve ainda tem sido um desafio para muitos.

Ainda hoje, existem crianças que não recebem o diagnóstico adequado. Com isso, elas passam por situações estressantes, gatilhos para irritabilidade e frustração. Além disso, crescem sem conseguir entender a razão de ter mais dificuldade em alguns cenários do que as outras crianças.

O efeito prático dessa falta de diagnóstico é que essas pessoas chegam à vida adulta sem o autoconhecimento necessário e com questões de saúde mental, como depressão e ansiedade, por tentar sempre se adequar aos padrões.

Uma das razões da falta de diagnóstico é a falta de entendimento, principalmente, em relação ao autismo leve. Entende-se o autismo leve ou TEA nível 1, como um grau do autismo em que o paciente tem um comprometimento menor das funções cognitivas, ou seja, interfere menos em seu dia a dia.

Mesmo assim, como o autismo é um espectro, essa mesma pessoa pode apresentar diferentes dificuldades, que impactam sua qualidade de vida e exigem intervenções terapêuticas.

 

O que é o autismo leve?

 

“Em 2013, com o lançamento da quinta edição do DSM, e posteriormente com atualização do CID11,  algumas síndromes e transtornos, como a Síndrome de Asperger, Autismo Infantil, Síndrome de Rett, Autismo Atípico, passaram a integrar o Transtorno do Espectro Autista,” conta Joice Andrade, neuropsicóloga e mestre em psicologia.

“Com isso,” acrescenta ela, “o transtorno passou a ter níveis de classificação, justamente por se tratar de um espectro, ou seja, possui diferentes níveis. O autismo leve se trata na verdade da classificação de autismo nível 1.”

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O que diz o DSM?

 

Joice explica que o DSM-V, utilizado para o diagnóstico de transtornos neurobiológicos como o autismo, já esclarece que o autismo leve (nível 1) exige apoio terapêutico. “Ele possui classificação para os comportamentos relacionados à interação e comunicação social, onde no nível 1 a criança necessita de suporte”, diz.

E os sinais de autismo leve que apontam para o diagnóstico já são visíveis mesmo nos primeiros anos de vida. Eles podem ser, de acordo com Joice, dificuldade em iniciar interações sociais, respostas atípicas ou não sucedidas para abertura social, interesse diminuído nas interações sociais, falência na conversação e tentativas de fazer amigos de forma estranha e mal sucedida. 

Joice explica que autistas leves também “podem apresentar um comportamento que interfere significativamente com a função, dificuldade para trocar de atividades e independência limitada por problemas com organização e planejamento”. Justamente por isso, é classificado como um transtorno.

 

Quais são as dificuldades para o diagnóstico de autismo?

 

Aqui, explica Joice, a dificuldade em observar os comportamentos atípicos é uma barreira para o diagnóstico de autismo. Em casos que os sinais ficam mais claros, as pessoas próximas como pais, professores e familiares notam as dificuldades que a criança enfrenta e os ambientes em que os prejuízos ficam evidentes.

Em casos considerados leves, muitos desses sinais do autismo leve não ficam tão perceptíveis, o que pode fazer com que eles não sejam vistos.

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O que fazer quando a criança tem autismo leve? 

 

Ainda que muitas vezes o autismo leve seja visto como menos prejudicial à rotina e ao desenvolvimento da criança, é importante lembrar que ela precisa do mesmo apoio e incentivo.

“Por se tratar de um transtorno que possui vários níveis de prejuízos e diferentes déficits mesmo em crianças com o mesmo nível de classificação, cada caso deve ser avaliado de forma individual”, explica Joice.

Uma criança com autismo nível 1 que tenha dificuldades sociais apresenta diferentes demandas de outro autista nível 1 com dificuldades sociais e psicomotoras, por exemplo. O espectro autista é variado e cada pessoa precisa de diferentes estímulos.

“Todos os níveis necessitam de suporte, o que diferencia é o nível de suporte que cada criança irá necessitar. Sendo assim, cada caso deve ser avaliado de forma individual para identificar déficits e potencialidades que devem ser trabalhados em intervenções” conclui a neuropsicóloga.

Saiba mais sobre as intervenções terapêuticas que auxiliam crianças autistas em seu desenvolvimento!

 

 

1 comentário

  • Quando menos esperamos recebemos um abençoado presente que precisa de amor e atendimento. Nossa criança está com quatro anos e faz terapias. Foi dificil o diagnóstico e até hoje procuramos mais informações para ajudar seu desenvolvimento.
    Encontrei aqui o que procurava. Obrigada.

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