fbpx

Blog

Profissionais de saúde e autismo – assistência complementar ao espectro

profissionais-de-saude-e-autismo-assistencia-complementar-tea-autista

 

Assim como crianças que não estejam no espectro autista, as crianças com TEA exigem assistência e cuidados complementares às necessidades advindas do espectro. Muitas delas estão acostumadas a visitas a profissionais especializados no transtorno, como psicoterapeutas e fonoaudiólogos, mas não se sentem à vontade em outros consultórios.

Isso acontece principalmente pela falta de acessibilidade e informação: os profissionais que não estão atentos às características de crianças autistas não notam como poderiam tornar o processo mais agradável para todos.

 

Atenção aos pilares do TEA

 

O Transtorno do Espectro Autista se caracteriza por dificuldades cognitivas em diferentes facetas. É um transtorno sem cura e multifatorial, classificado como “um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.”

Isso significa que as crianças autistas enfrentam desafios constantes em sua interação com o mundo ao redor. Quando apresentadas a uma situação estressante, como por exemplo um mal-estar físico que exija ida ao médico, essas dificuldades podem ser exacerbadas.

Uma criança com dificuldades de comunicação, por exemplo, pode apresentar ainda mais desafios sob o estresse de uma ida ao médico ou ao dentista. É importante que os profissionais estejam atentos a essas dificuldades.

Já as crianças que têm dificuldade em manter rotinas saudáveis porque têm o foco muito difuso podem apresentar falhas na manutenção da saúde. Muitas crianças autistas acabam, por exemplo, deixando o autocuidado e a higiene pessoal de lado, por conta da imaturidade da infância atrelada às dificuldades sensoriais do autismo.

 

Criando espaços de saúde mais receptivos

 

Com todos os desafios, as crianças autistas precisam de profissionais que entendam sua condição. Médicos, dentistas, nutricionistas, profissionais de educação física, entre outros, precisam de familiarizar-se com as condições e limitações dos autistas e tornar suas consultas mais acessíveis.

Uma dica é ser claro na linguagem: uma característica típica de autistas é a dificuldade de interpretar mensagens indiretas. Então, é essencial passar instruções claras de cuidados com a saúde para que as crianças entendam as demandas e possam agir para cuidar do próprio corpo.

Também é importante ser paciente e deixar a criança à vontade. Evitar estímulos que sobrecarregam e a estressem faz com que o ambiente pareça mais seguro e menos agressivo. Em contrapartida, elas se sentem mais preparadas para dialogar com o profissional.

As barreiras da comunicação existem, mas podem ser superadas. Se o profissional de saúde está ciente das limitações da criança, ele consegue se comunicar de uma forma que seja mais receptiva a ela. Com exemplos, imagens e demonstrações, a mensagem passa a ser mais clara.

É importante lembrar que cada criança autista tem sua peculiaridade, apesar dos fatores em comum. Por isso, os profissionais de saúde que trabalham com elas devem sempre focar em estabelecer relações de confiança e apoio, para que a criança se sinta segura e aprenda como cuidar de si da melhor forma possível.

 

Se você é um profissional de saúde e gostaria de saber mais sobre o autismo, clique AQUI

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *