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Os desafios de pais de crianças autistas

Os desafios de pais de crianças autistas

 

Os pais de crianças autistas passam por muitas dificuldades durante o processo de diagnóstico. Focados em entender os sintomas “diferentes” que suas crianças apresentam (como, por exemplo, a falta de desenvolvimento da fala), eles procuram ajuda profissional. Mas nem sempre sabem lidar com o resultado: algumas famílias passam por uma fase de descrença antes de aceitar o autismo, outras já lidam melhor com essa notícia, mas se preocupam com o bem-estar e a inclusão dos filhos.

O processo de diagnóstico, por mais necessário que seja, é exaustivo para pais de crianças autistas. Além da primeira necessidade, que é se dedicar a encontrar as ferramentas adequadas para ajudar a criança, é importante lembrar que existem efeitos no dia a dia e na saúde mental dos pais também.

Como o diagnóstico afeta as famílias

A primeira dificuldade – que pode ser um grande baque para pais de crianças autistas – é o processo de diagnóstico em si. Amanda Marinho, mãe de paciente de TEA, explica que o início trouxe muitas dúvidas: “Com a nossa família, no início era mais preocupante para nós pais. Como iríamos ensinar para as pessoas o funcionamento complexo do nosso filho?”.

Ela acrescenta que o processo de entender as dificuldades que uma criança com autismo é um trabalho coletivo entre profissionais de educação e familiares: “Nós fazemos um trabalho em equipe com a escola e conquistar este relacionamento é fundamental para que a criança seja compreendida e reconhecida, com um aluno capaz, como os outros.”

Mas é claro que o processo não só causa algum estranhamento nas próprias crianças, com a mudança de rotina e tratamentos, mas também pode ser cansativo para os pais de crianças autistas. “Nossa rotina mudou muito, ficou mais intensa e corrida acrescentando as terapias necessárias, mas a evolução acompanha a mudança positiva”, diz Amanda.

Todo esse trabalho pode sobrecarregar os pais de crianças autistas e é importante que se respeite também as necessidades de toda a família. Amanda termina: “Cada um teve seu tempo de adaptação e aceitação. As terapias familiares no início ajudam muito a entender o que a família está recebendo. A rotina trouxe o esclarecimento sobre o autismo, conhecer nosso filho, viver nosso momento em família: pai, mãe e filho do espectro.”

Como lidar com as dificuldades

Para contribuir para o bom funcionamento da família – o que ajuda tanto a criança com TEA quanto os pais – é importante que alguns cuidados sejam tomados. O primeiro deles é o revezamento de cuidados. Quando só um dos pais fica responsável pelo dia a dia da criança, acarretam muitas exigências sobre uma pessoa, o que acaba afetando relacionamentos e saúde física e mental.

Além disso, o auxílio profissional é relevante para todas as partes. Além da assistência social, que é prevista pela lei 8.742 (do direito à Assistência Social, que garante o auxílio em relação às necessidades imprescindíveis do autista), todos os membros da família podem se beneficiar de psicoterapia para ter um espaço seguro ao lidar com as questões emocionais e mentais do autismo.

Quer saber mais sobre o tema e conhecer o app Jade Autism. Entre em contato! Se gostou deste artigo, leia também este sobre como evitar a agressividade no autismo.

 

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