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Empatia – o que não fazer com crianças autistas

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Mesmo que bem intencionados, é importante saber que determinados comentários não se deve fazer. Algumas atitudes de adultos fazem com que crianças autistas tenham respostas agressivas, estressadas e prejudiquem sua saúde mental. 

Em muitos casos, a desinformação faz com que pessoas que não são especialistas em autismo emitam opiniões sobre tratamentos, sinais do TEA e outras recorrências que afetam a vida da criança. Além de desgastar as relações, essas intervenções muitas vezes são prejudiciais porque contrariam a lógica terapêutica do tratamento do autismo.

 

Então o que não fazer? O Jade Autism dá algumas dicas:

 

1. Autismo não tem cura – não force a criança a não ser autista

 

O autismo é um transtorno com múltiplos desafios, mas é importante lembrar que existem tratamentos. Esses tratamentos visam melhorar a qualidade de vida, inserir hábitos positivos e desenvolver a cognição da criança.

 

Mas uma criança autista não deixará de ser autista por pressão ou por qualquer outro motivo. Pelo contrário, ela pode se sentir ameaçada, não entender porque está sendo obrigada a mudar e responder com agressividade

 

2. Não exija uma rotina exagerada

 

Entre intervenções terapêuticas e obrigações escolares, a rotina da criança autista fica atribulada. No entanto, é importante que pais e responsáveis lembrem que são crianças. Crianças também exigem momentos de descanso, de lazer e entretenimento e esses fatores influenciam muito na saúde mental.

 

Uma rotina bem definida, adequada às necessidades e que não possa trazer uma sobrecarga sensorial, por outro lado é muito benéfica para a criança e o dia a dia da família. Saiba como auxiliar na rotina diária de crianças autistas AQUI.  

 

3. Não crie diferenças entre crianças

 

Ainda que a criança autista tenha suas demandas específicas, ela é outra criança em sua família, entre seus amigos e colegas. As crianças autistas merecem ser tratadas com respeito e igualdade em qualquer ambiente.

 

Importante que os adultos conversem com as outras crianças e expliquem o que é o autismo. Os responsáveis da criança com TEA podem falar com amigos e familiares quais são as principais dificuldades do filho, para que assim tanto os adultos como as crianças, respeitem e contribuam para um acolhimento do autista. 

 

4. Não ignore o autismo

 

Sabemos que a descoberta do diagnóstico muitas vezes é assustadora e um caminho solitário. Demanda muito tempo e atenção para cuidar de todas as necessidades que a criança precisa. Ainda assim, o autismo não deve ser ignorado. Os déficits que podem existir, como em comunicação e questões motoras, devem ter acompanhamento especializado.

 

Educadores, terapeutas, pediatras e familiares devem estar atentos às questões cognitivas que o espectro autista apresenta e avaliar intervenções que ensinem e aumentem a qualidade da rotina da criança.

 

O autismo não é uma fase, birra ou má vontade da criança. É um distúrbio do neurodesenvolvimento que se não tratado pode atrapalhar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.

 

5. Não deixe de se divertir com a criança

 

Também existe espaço para lazer. Não se esqueça de envolver a criança em jogos e brincadeiras acessíveis, que a estimulem, não a sobrecarreguem e sejam relaxantes. É uma ótima oportunidade para permitir que a criança fale sobre seus interesses e se sinta mais à vontade.

 

Sabendo o que não fazer e com algumas dicas práticas, os familiares de crianças autistas passam a nutrir relacionamentos muito mais saudáveis e agradáveis com elas. Assim, elas se sentem seguras e amadas da forma como são.

 

Saiba mais sobre os irmãos de crianças autistas no blog do Jade!

 

 

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