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O que é o TEA (Transtorno do Espectro Autista) e como ser receptivo

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O autismo é um transtorno de desenvolvimento que pode acarretar em dificuldades motoras, de comunicação e socialização. Os sintomas variam entre cada pessoa autista, mas alguns fatores em comum precisam ser difundidos para que o transtorno seja identificado e adaptações e estímulos necessários ocorram. 

Para abril, mês oficial de conscientização sobre o autismo, é importante quebrar o estigma, difundir conhecimentos e trabalhar para que a inclusão total de pessoas autistas esteja cada vez mais próxima.

 

Autismo pelo mundo

Estima-se que a incidência do autismo pelo mundo seja de 1 em cada 68 crianças, de acordo com pesquisas realizadas pelo governo americano. No Brasil não existem estatísticas oficiais, mas o censo do IBGE passou a incluir a classificação do autismo a partir de 2019.

Os casos têm crescido nas últimas décadas, mas é importante notar que há dois fatores envolvidos. Em primeiro lugar, hoje o diagnóstico é mais completo e as famílias ficam mais atentas aos sinais. Em segundo lugar, fatores externos ainda desconhecidos podem influenciar os números. De qualquer forma, o acesso à informação sobre o autismo permitiu que muitas pessoas fossem diagnosticadas, enquanto antigamente essas pessoas eram excluídas da sociedade.

 

Sinais do autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. No entanto, pais, familiares e educadores podem notar certos padrões característicos que apontem para esse transtorno. Muitos deles se apresentam ainda na primeira infância e devem ser investigados.

Existem algumas características principais que indicam a possibilidade de a criança ser autista, de acordo com a Associação Nacional do Autismo, nos EUA: dificuldade com as interações sociais; comprometimento cognitivo; dificuldade de comunicação; e comportamentos repetitivos.

Alguns comportamentos chamam a atenção. Dificuldade em manter contato visual com a mãe durante a amamentação pode significar dificuldade em estabelecer o vínculo. Já as crianças que não demonstram estranheza com pessoas de fora de seu convívio podem ter outras dificuldades sociais. 

Hipersensibilidade relacionada a sons, texturas, cheiros, luzes e outros estímulos: o estranhamento e a irritabilidade é comum em crianças autistas. Ainda que essa sensibilidade ocorra em crianças neurotípicas ou crianças com outros transtornos também, quando ela ocorre em excesso os pais devem prestar atenção.

A criança não ter vontade de brincar com outras crianças ou dificuldade de ficar imersa em jogos e brincadeiras também pode ser sinal do autismo. Atrasos na fala na primeira infância também merecem um olhar profissional.

Nenhum fator é decisivo e a criança não precisa ter todos os sinais para ser diagnosticada. Ao mesmo tempo, crianças com algum ou alguns desses sintomas não necessariamente são autistas. É por isso que o diagnóstico só pode ser feito por profissionais especializados.

 

Mitos sobre o autismo

A cultura e a sociedade desenvolveram muitos mitos em relação ao TEA. De forma geral, autistas são vistos como pessoas incapazes de formar vínculos, “estranhas”, menos inteligentes ou até mesmo geniais.

No entanto, pessoas autistas são pessoas e é importante acrescentar que, mesmo com os comportamentos relacionados ao transtorno, elas têm sua própria personalidade, facilidades e dificuldades.

O primeiro mito é em relação a emoções. As pessoas acreditam que os autistas não sentem emoções ou são incapazes de compreender os outros e ter empatia. Isso não é verdade: mesmo que expressem emoções de formas diferentes, autistas são capazes de sentir e reagir.

Os movimentos repetitivos (piscar, balançar cadeiras etc) podem sim acontecer como forma de aliviar estresse de pessoas autistas, mas nem todas se utilizam dessa tática. Sem contar que pessoas que não são autistas também apresentam esses comportamentos.

Dificuldades em comunicação e formação de vínculos podem aparecer, mas nem por isso é impossível se relacionar com pessoas autistas. As crianças, principalmente, podem acabar afastadas de colegas por ter dificuldade em interações, mas com os estímulos certos, elas podem – e devem – fazer amigos.

Assim como as pessoas que não são autistas, as pessoas autistas têm inteligências diferentes. Autistas não-verbais apresentam dificuldade no desenvolvimento da comunicação, mas não por isso são intelectualmente inferiores. Já crianças autistas com hiperfoco em determinado assunto não são geniais, mas crianças que merecem os estímulos adequados em sua educação.

E, principalmente: vacinas não causam autismo.

 

Como ser mais inclusivo

Autistas são parte da sociedade. Isso significa que são parte de turmas escolares, famílias, ambientes de trabalho, grupos de amigos, etc. Sendo assim, é importante trabalhar a inclusão em todos os círculos.

Vale ressaltar que o autismo não tem cura, mas um desenvolvimento diferente do padrão (neuroatípico) que exige algumas adaptações. Uma linguagem mais direta no lugar de figurativa em ambiente de trabalho facilita o diálogo.

Quebrar os estigmas ajuda crianças a serem parte mais pertencente de salas de aula, por exemplo. Se os colegas sabem que aquela criança não lida bem com estímulos sonoros altos, a brincadeira fica mais divertida.

O mais importante é aprender: aprender quais são os mitos em relação ao autismo, quebrá-los, criar espaços para que essas pessoas se sintam respeitadas e acolhidas e garantir que, na presença de sinais do autismo, uma equipe multidisciplinar trabalhe com a pessoa para garantir seu desenvolvimento cognitivo sem prejudicar a saúde mental.

 

Jade Autism

O Jade Autism desenvolve soluções terapêuticas e educacionais que, por meio da tecnologia, atinge crianças autistas, educadores, famílias e terapeutas. O app foi desenvolvido especialmente para estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças.

No mês de abril, o Jade está trabalhando com parceiros na missão de divulgar informações sobre o autismo e contribuir para a abertura de um diálogo na sociedade sobre o tema e suas características. O Dia Mundial do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas em 18 de dezembro de 2007 e é comemorado no dia 2 de abril.

Saiba mais sobre autismo e inclusão!

2 comentários

  • So psicopedagoga, resido em Uberlândia e atualmente trabalho com Aulas de Reforço Escolar. Estou há alguns meses trabalhando com um adolescente de 12 anos , com bastante dificuldade de aprendizagem, isto na leitura e escrita, porem demonstra certa agilidade, em comparação às demais dificuldades, em matemática. Ao dialogar com a mãe, a mesma forneceu-me informações a respeito do filho, as quais revela traços de autismo. A familia é unida, pais trabalhadores, porem o adolescente não tem um tratamento à altura, pois mesmo sendo uma cidade grande, em Uberlândia não há uma política forte, que alcance a maioria de crianças e adolescentes com necessidades especiais. Segundo relato do pai, há 2 casos na familia. Isto é, primos dos pais. A responsável já fez várias tentativas para iniciar acompanhamento, tratamento para o filho, todavia, sem sucesso!

    • Olá, Roseli.

      Pelo seu relato, aparentemente o diagnóstico do adolescente não foi fechado, estando ainda no status de investigação ou suspeita. Infelizmente, pelo estado o tratamento, ainda com dificuldade, é fornecido apenas para pacientes diagnosticados.
      Primeiro é preciso que um médico avalie seu aluno e possa dar o diagnóstico. Em nosso país, esse ainda é um processo lento e moroso, podendo levar algum tempo até que ele passe por mais de um profissional para conseguir o laudo.

      Algumas cidades têm suas políticas e processos definidos, mas existem leis nacionais que garantem os direitos de pessoas com o transtorno do espectro autista.

      https://jadeautism.com/conheca-a-lei-romeo-mion-e-os-novos-direitos-das-pessoas-autistas/

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