A inclusão no ambiente corporativo é um assunto de extrema importância e tem sido cada vez mais discutido. Mas a neurodiversidade nem sempre entra em pauta. Por isso, preparamos uma reflexão sobre esse tema, para abordar a realidade do mercado de trabalho para pessoas autistas.

Após a leitura, deixe nos comentários o seu ponto de vista sobre o assunto ou compartilhe alguma experiência pessoal relacionada a esse tema.

 

A realidade do mercado de trabalho para pessoas com TEA

 

Ainda há muito preconceito quando o assunto é pessoas com TEA no mercado de trabalho. A falta de informação e conhecimento sobre o espectro cria barreiras que, muitas vezes, impedem que autistas construam uma carreira sólida.

Uma dessas barreiras já é construída na vida escolar, quando faltam escolas e universidades que compreendam as necessidades específicas de crianças e jovens com autismo, se adaptem e busquem a melhor forma de transmitir o conhecimento.

Depois dessa etapa, pessoas com TEA podem ter dificuldade de encontrar oportunidades coerentes com suas habilidades, encontrar empresas inclusivas e abertas para ajustar o modo de trabalho visando reduzir os desafios de pessoas atípicas.

O resultado de tudo isso é que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 85% dos autistas estão fora do mercado de trabalho.

 

Principais áreas de interesses de trabalho de autistas

 

O autismo se manifesta de forma única em cada pessoa, mas há sintomas, comportamentos e características comuns no espectro. Por isso, quando pensamos em oportunidades de trabalhos para pessoas com TEA, algumas atividades podem ser consideradas:

 

  • Atividades que envolvam repetições e rotina
  • Trabalho com conceitos, regras e métodos bem definidos
  • Atividades que envolvam matemática, questões lógicas e memória
  • Tarefas que necessitem de um alto nível de concentração
  • Atividades visuais, atenção aos detalhes e reconhecimento de padrões
  • Trabalhos artísticos

 

Considerando essas habilidades, algumas áreas de trabalho podem ser interessantes para pessoas com TEA. Listamos abaixo algumas opções:

 

  • Tarefas administrativas
  • Testes de software
  • Programação
  • Gestão de projetos
  • Processamento e análise de dados
  • Contabilidade

 

Com isso em mente, é perceptível que pessoas autistas têm características naturais que podem oferecer grandes contribuições para o mercado de trabalho, resultando em carreiras de sucesso. Mas, para que a realidade do mercado de trabalho atual seja alterada, é necessário desenvolver conscientização nas empresas e incentivar as famílias a capacitarem crianças e jovens com TEA.

 

Iniciativas de capacitação para pessoas com TEA

 

Existem iniciativas com o foco em aumentar a inclusão de autistas no mercado de trabalho. Uma delas é a Specialisterne: uma fundação sem fins lucrativos que “se dedica à inclusão profissional de pessoas com autismo e outros diagnósticos na neurodiversidade”. A ONG dinamarquesa, fundada em 2004, hoje atua em 23 países e conta com um escritório em São Paulo.

A Specialisterne oferece capacitação e formação para que pessoas com TEA desenvolvam suas habilidades e se adequem a determinadas tarefas. A fundação também faz a ponte entre os autistas e as empresas, gerando novas oportunidades de trabalho.

Para as empresas, além de apresentar novos talentos, a ONG também faz um trabalho educacional sobre como incluir pessoas com TEA e outros diagnósticos em suas equipes e o valor da neurodiversidade no local de trabalho.

O objetivo de tudo isso é gerar um impacto social positivo, uma mudança global de mentalidade e um mercado de trabalho mais inclusivo.

 

Lei que garante o acesso ao mercado de trabalho

 

Desde 2012, com a publicação da Lei Berenice Piana – Lei Federal n° 12.764, a inclusão de pessoas com TEA no mercado de trabalho é garantida.

Esta Lei instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e, também, passou a classificar os autistas como pessoas com deficiência, garantindo assim ainda mais direitos.

Confira abaixo algumas diretrizes relacionadas ao mercado de trabalho tratadas na Lei Berenice Piana:

 

  • São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista:

V – o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente);

 

  • São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista:

IV – o acesso:

  1. a) à educação e ao ensino profissionalizante;
  2. b) à moradia, inclusive à residência protegida;
  3. c) ao mercado de trabalho;
  4. d) à previdência social e à assistência social.

 

  • 4º A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência.

 

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