Diversos elementos categorizam uma pessoa com o Transtorno do Espectro do Autista (TEA). Dentre os fatores mais comuns estão a dificuldade de comunicação, linguagem e socialização. Esses fatores influenciam na determinação dos níveis de gravidade de cada pessoas.

Essa condição tem sido cada vez mais estudada e, com isso, novas teorias e tratamentos surgem com o passar do tempo. O grande público também tem tido mais acesso a informações sobre o autismo, por meio de novelas, filmes e seriados.

Mas apesar do aumento da divulgação a respeito do tema, ainda falta a compreensão aprofundada de que não existe somente um tipo de autismo, mas há várias nuances no espectro.

 

A definição de Transtorno do Espectro Autista (TEA)

 

A 5ª e última edição do DSM-5, juntamente com atualização do CID 11 fizeram atualizações nesse entendimento. Os transtornos do neurodesenvolvimento foram combinados em um único diagnóstico, chamado “Transtorno do Espectro Autista – TEA”. Portanto, as condições que eram anteriormente vistas de forma independente passaram a fazer parte do mesmo espectro. Já para os graus do autismo, foi estabelecido três níveis de gravidade: nível 1, 2 e 3.

Você pode conferir os detalhes dessa alteração – AQUI!

 

Níveis de gravidade do autismo

 

Antes da quinta edição do Manual publicado pela Associação Psiquiátrica Americana (APA), o TEA era popularmente conhecido como: autismo leve, moderado e grave. O autismo leve entendia-se como um tipo de autismo onde o paciente tinha um comprometimento menor das funções cognitivas, ou seja, com menos interferência em seu dia a dia.

Mas esses termos recebeu uma nova roupagem no DSM-5, que estabeleceu três níveis de gravidade do TEA: nível 1, 2 e 3. Segundo Joice Andrade, neuropsicóloga e integrante da equipe do Jade Autism, “justamente por se tratar de um espectro, o transtorno passou a ter níveis de classificação”.

Confira abaixo mais detalhes sobre cada um deles:

 

Nível 1

Pessoas diagnosticadas com o Nível 1 apresentam menos interesse ou dificuldade em iniciar interações sociais, respostas atípicas ou não sucedidas para abertura social, falência na conversação e tentativas de fazer amigos de forma estranha e mal sucedida.

Joice explica que “o autismo conhecido como leve se assemelha, atualmente, com a classificação do Nível 1”. Além disso, autistas que se encaixam neste nível também “podem apresentar um comportamento que interfere significativamente com a função, dificuldade para trocar de atividades e independência limitada por problemas com organização e planejamento”. Justamente por isso, é classificado como um transtorno.

Mesmo com sintomas mais leves e com independência para realizar muitas tarefas, o DSM-5 esclarece que o apoio terapêutico é indispensável.

 

 

Nível 2

Pessoas diagnosticadas com Nível 2 têm prejuízos mais aparentes. Mas apesar de necessitarem de suporte substancial, muitos ainda conseguem ter alguma independência.

Seus desafios podem incluir um maior déficit na comunicação verbal e não verbal, aflição para mudar o foco ou a ação, comportamentos repetitivos, sensibilidade à luz e aos sons. Em alguns casos, o funcionamento mental pode ser abaixo da média.

 

Nível 3

Pessoas diagnosticadas com o nível mais grave do espectro apresentam graves prejuízos no funcionamento. Por isso, podem necessitar de muito suporte, até mesmo para realizar as tarefas de autocuidado do dia a dia, como higiene pessoal.

A abertura social dessas pessoas é muito limitada, com respostas mínimas à interação e pouquíssima sensibilidade a determinados estímulos sensoriais. A dificuldade para lidar com mudanças fica ainda mais extrema, fazendo com que a mudança de foco ou ação gere ainda mais aflição.

Além disso, apresentam comportamentos repetitivos ainda mais graves e grande prejuízo intelectual e de linguagem, podendo até mesmo não se comunicar verbalmente.

 

Como identificar o autismo?

 

A identificação dos sintomas é normalmente percebida pelos pais, professores e médicos. Para confirmar o quadro, são necessárias uma série de análises feitas por pediatras e neuropediatras, que avaliam o comportamento da criança e seu histórico.

É importante lembrar que, em alguns casos, os sintomas do nível 1 precisam de bastante atenção para serem percebidos. Por serem mais brandos, demoram mais para despertar um alerta nos responsáveis, tornando-se comum que a busca por ajuda seja feita de forma tardia.

 

Quais sinais podem ser percebidos?

 

Um desses sinais é a dificuldade em se comunicar. Seja por não conseguir falar direito, por usar as palavras incorretamente ou não conseguir se expressar, esse normalmente é o primeiro estágio de alerta para uma possível existência de um quadro de TEA.

Outro sinal muito reconhecível é a dificuldade de socialização. Muitas crianças com autismo têm mais dificuldades de fazer amigos, iniciar ou manter uma conversa e em alguns casos olhar as pessoas nos olhos. As alterações de comportamento são muito comuns nesses casos, como risos inapropriados, pouca demonstração de emoções, repetições de frases, obsessão com um objeto/brinquedo em particular ou assuntos aleatórios como sinalização de segurança.

Com a identificação desses sinais, seguidos por um diagnóstico clínico, é possível encaminhar a criança para os tratamentos adequados. Pois, apesar de não existir uma cura para o autismo, os tratamentos podem ser muito eficazes, diminuindo os prejuízos causados pelo TEA.

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Principais tratamentos do TEA

 

O principal quadro no tratamento do autismo é o acompanhamento com fonoaudiólogos e psicoterapeutas. Com esse tipo de estímulo, possivelmente a criança conseguirá interagir de forma melhor com as pessoas, facilitando o convívio social.

Além disso, é importante manter uma alimentação balanceada, visto que em muitos casos, crianças no espectro desenvolvem uma seletividade alimentar. Então, para se manterem saudáveis, é importante o acompanhamento por um nutricionista.

Fazer o gerenciamento das necessidades e cuidados envolvidos no tratamento da criança é importante para ajudar no desenvolvimento. Conversar abertamente com as pessoas envolvidas em sua rotina pode ajudá-las a compreender as dificuldades e os passos que devem ser tomados para auxiliar o processo.

Considerando os seus diferentes níveis de gravidade, a maioria das crianças no espectro eventualmente irá precisar de ajuda para a realização de algumas tarefas. Mas, com o tratamento adequado, poderão realizar a maior parte das atividades do dia a dia e adquirir a autonomia necessária para a vida adulta.

 

O Jade Autism no contexto da terapia regular

 

Como vimos, um tratamento adequado pode contribuir para que as pessoas com TEA tenham uma melhoria dos sintomas e uma maior independência. Além disso, acompanhar regularmente os resultados das terapias é muito importante, pois assim é possível tornar o tratamento mais dinâmico e personalizado para as necessidades de cada um.

A plataforma terapêutica Jade Autism, tem como função desenvolver e analisar pacientes com TEA e outros distúrbios de aprendizagem. Através de atividades baseadas em evidências científicas, de forma lúdica e divertida, o fortalecimento de habilidades cognitivas dos usuários é estimulado

Os relatórios de prognóstico, gerados automaticamente a partir da análise da criança, permite que os especialistas tenham mais agilidade e assertividade no momento da tomada de decisão. Com esses relatórios é possível compreender se houve melhora ou o declínio em áreas como: impulsividade, motivação, resiliência, movimentos motores e fuga-esquiva. O aplicativo é essencial para o acompanhamento dessa evolução.

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Para mais informações, entre em contato conosco pelo email: contato@jadeautism.com.

 

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