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Medicamentos para crianças autistas e o perigo do MMS

Medicamentos para crianças autistas

 

Uma pergunta muito comum entre os leigos é: será que existe um medicamento capaz de “curar” o autismo? A resposta é não. O autismo não tem uma cura definitiva. Contudo, os sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem, sim, ser tratados com medicamentos.

Entretanto, isso só deve ser feito por meio da indicação e acompanhamento de um profissional de saúde. Normalmente, este trabalho fica sob a responsabilidade dos neuropediatras. São eles que devem avaliar os sintomas e prescrever o medicamento adequado.

Em seguida, os pais de uma criança autista devem estar cientes de que os medicamentos prescritos não curam o Transtorno, mas diminuem os sintomas, o que garante o bem-estar da criança. É importante ressaltar que o tratamento medicamentoso não deve ser feito isoladamente. É necessário que a criança seja também acompanhada por outros profissionais como fisioterapeutas, psicólogos e pediatras, entre outros.

 

Medicamentos minimizam os sintomas

Os remédios são importantes no estímulo de características imprescindíveis para o desenvolvimento da criança. Devido às características comuns do autismo, como dificuldade na comunicação e comportamentos repetitivos, os médicos geralmente indicam medicamentos que trabalham estes sintomas. É comum, também, a prescrição de remédios para diminuição da irritabilidade, por exemplo.

Ainda que o uso de medicamentos no tratamento do autismo seja comum, alguns pais ainda se sentem receosos com isso. Dessa forma, é imprescindível que tanto os pais quanto as crianças estabeleçam uma relação de periodicidade com o médico. As visitas e o acompanhamento devem ser constantes para que o médico possa avaliar se o medicamento está adequado para aquele paciente.

 

Medicamentos para crianças autistas
Medicamentos para crianças autistas

O perigo do MMS

Há algum tempo, começou a circular nas redes sociais a informação de que existe uma solução química milagrosa que seria capaz de curar o autismo. O MMS (termo em inglês para Solução Mineral Milagrosa) é uma mistura química, à base de clorito de sódio e ácido cítrico que  resulta no dióxido de cloro. Trata-se de um alvejante usado na indústria para fazer o branqueamento da madeira.

Assim, a explicação dada pelos defensores do MMS é que a mistura seria capaz de limpar o organismo, eliminando  bactérias e metais pesados que seriam causadoras do transtorno. A substância é proibida no Brasil desde 2018.

 

Não existe remédio milagroso!

A ideia de que o MMS poderia “curar” o autismo foi disseminada, pela primeira vez, em 1996. Na época, o norte-americano Jim Humble alegou ter curado várias pessoas usando a solução milagrosa. Nas redes sociais, pessoas que utilizaram a solução em seus filhos alegaram que o remédio fez efeito, pois foi capaz de expulsar bactérias do corpo da criança.

Entretanto, os médicos alertam que o MMS, quando administrado por via retal, causa uma descamação da mucosa do intestino. Esses fragmentos do órgão expelidos foram usados como argumentos de que o remédio funciona. Entretanto, trata-se de uma substância perigosa, sem validação científica e proibida pela Anvisa.

Dessa forma, é importante salientar que o autismo se apresenta em diferentes níveis nas pessoas. Portanto, as generalizações do tratamento devem ser excluídas. Os médicos devem se ater aos sintomas de cada paciente para que a medicação seja prescrita de forma mais eficiente. Logo, não existe um medicamento milagroso que possa curar todos os sintomas e características do autismo.

 

Tem alguma dúvida sobre o uso de medicamentos para TEA? Comente aqui e teremos o prazer de lhe responder! Acompanhe nosso blog para ficar por dentro de outros assuntos relacionados ao TEA.

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