fbpx

Blog

A importância dos laços sociais para crianças com TEA

lacos-sociais-criança-com-tea

 

“Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,

É também criar laços de amizade, É criar ambiente de camaradagem,

É conviver, é se “amarrar nela”!”

 

É assim que Paulo Freire contempla a escola no poema homônimo, mas essa afirmação vai além dos muros escolares. Para as crianças, parte fundamental da formação e educação, tanto educativa quanto socioemocional, é a criação de vínculos e laços sociais com outras crianças.

As crianças autistas, principalmente, podem ter maior dificuldade em formar esses laços, tanto por características do autismo como por ansiedade gerada pela falta de inclusão social.

A educação tem papel fundamental no estímulo desses laços sociais, principalmente entre crianças autistas e crianças neurotípicas. Quebrar barreiras é importante para desestigmatizar o autismo, promover desenvolvimento cognitivo das crianças e abrir espaço para amizades mais diversas.

Além do ambiente escolar, as crianças se beneficiam muito da formação de vínculos afetivos em casa: hábitos que solidificam amizades entre irmãos, familiares e até estreitam relações criadas na escola são muito úteis para o desenvolvimento e a saúde mental da criança.

 

Inclusão de crianças autistas na escola

 

O autismo é classificado como uma síndrome e tem como principais sinais dificuldades no desenvolvimento cognitivo. Isto é, em alguns casos, a criança demonstra divergência em relação à fala, a lidar com emoções, a variar interesses, socialização e questões motoras.

Por isso, é uma temática muito importante no universo escolar. A lei 12.746 instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, em que, entre outros direitos, garante o acesso à educação completa.

Uma das formas em que educadores podem contribuir nesse espaço é tornando-o mais acessível para a criança autista. Se ela se sente à vontade na escola, não só tem um aprendizado melhor, como se desenvolve socialmente. 

O aluno deve se sentir motivado a participar das atividades em grupo, então parabenizá-lo pelo interesse e trazer assuntos que o interesse é uma ótima forma. O educador pode aproveitar os conteúdos que a criança autista gosta como material didático, envolvendo o restante da sala nesse tema. 

Outro ponto chave é a questão dos potenciais comportamentos agressivos relacionados a situações de estímulos excessivos. Se a criança fica agressiva, causa estranhamento de outras crianças e acaba também estressada, o que não é benéfico. Por outro lado, se o ambiente é receptivo, a criança autista se sente mais à vontade e preparada para as interações.

 

Ambientes para criação de laços sociais

 

Os laços sociais, na infância, têm na escola um ambiente essencial. No entanto, para a maior parte das crianças, há outros espaços em que elas podem – e devem – conhecer umas às outras.

Atividades extracurriculares, espaços públicos, familiares da mesma idade: são potenciais vínculos que podem ser explorados, crianças que têm interesses em comum.

Mas, considerando que crianças autistas possuem dificuldades na comunicação tradicional, é importante fazer o possível para que esses vínculos sejam positivos e completos, para que a criança se sinta à vontade para ser ela mesma.

Quando a criança recebe o diagnóstico do autismo, é muito importante que a família como um todo atente para sua saúde mental. Acompanhamento terapêutico pode auxiliar todos a lidar da melhor forma possível com as demandas e a rotina dedicada ao tratamento do autismo, o que, por si, melhora o relacionamento familiar. Também é importante praticar o autocuidado e ensinar aos filhos estratégias de conexão e diálogo. Para famílias que tenham crianças autistas e crianças neurotípicas, esse diálogo é fundamental para estabelecer um relacionamento mais positivo.

 

Diversão inclusiva para crianças com autismos

 

Para que a criança possa desenvolver esses laços sociais, ela precisa de espaços de ludicidade e entretenimento que a contemplem. Escolher atividades que sejam receptivas a crianças autistas faz com que elas se sintam mais à vontade para socializar.

Brinquedos que estimulem o sensorial sem sobrecarregar a criança proporcionam momentos descontraídos de explorar os sentidos, o que também é benéfico. O entretenimento também é uma forma de estreitar os vínculos: não só são momentos de diversão para a criança e seus amigos, mas também trazem mensagens de cooperação e amizade, dentro e fora do espectro autista.

Saiba mais sobre a importância de incluir o diálogo sobre o autismo no dia a dia!

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *