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Irmãos de crianças com autismo têm risco de desenvolver o transtorno?

 

Tenho chance de ter outro filho com o espectro autista? Essa dúvida é frequente em famílias que tem crianças com autismo. As pesquisas sobre as causas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) já mostraram que a condição está associada à genética.

O estudo mais recente, por exemplo, mostrou que o risco do autismo é majoritariamente genético, em torno de 97%, com herdabilidade de 81%, e apenas 1% a 3% dos casos são conferidos aos fatores ambientais. Diante desta constatação: quais são as chances de uma criança com irmãos com autismo também ser autista?

 

Irmãos com autismo: estudo comprova as possibilidades

Antes de ter um segundo filho, pais de crianças autistas devem saber que as chances do novo bebê ter TEA são altas. Isso foi comprovado pelo estudo do MIND Institute, do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia, em Davis (UC Davis), e outras universidades associadas.

A pesquisa mostrou que irmãos mais novos de crianças já diagnosticadas com transtornos do espectro têm cerca de sete vezes mais risco de desenvolver autismo. Para chegar a este resultado o estudo contou com a participação de 664 crianças de 12 estados americanos e canadenses, que foram avaliadas dos seis aos 36 meses de idade.

Vale ressaltar que este é um estudo completo, baseado em métodos confiáveis de diagnóstico e feito por uma equipe de pesquisadores especializados. Até então, pouco se sabia da relação entre irmãos e autismo.

 

Resultados da pesquisa

De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica JAMA Pediatrics:

  • 19% dos irmãos mais novos desenvolveram a condição, enquanto as estimativas anteriores variavam entre 3% e 10%.
  • Quando há duas crianças com TEA na família, o risco de o terceiro irmão desenvolver autismo sobe para 32%.

O estudo também associou o sexo das crianças com o autismo. Os dados mostraram que crianças do sexo masculino que tinham um irmão mais velho com autismo tinham três vezes mais chances de ter a doença do que bebês do sexo feminino (26% em comparação com 9%).

 

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Diferença por gênero

Uma informação já conhecida pelos pesquisadores é de que os meninos são mais suscetíveis ao autismo que as meninas. Estudos mostram que a proporção de incidência de TEA entre meninos e meninas são de quatro caso para um.

Diante disso, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Harvard decidiram cruzar os dados de incidência do autismo por gênero com os dados que revelam as chances dos irmãos mais novos terem autismo.

Os pesquisadores chegaram às seguintes conclusões:

  • Se o primogênito for menina e o segundo filho for menino, as chances são de 16,7%;
  • Quando os dois forem meninos, as chances são de 12,9%;
  • Caso o primogênito for menino e o segundo filho for menina, as chances são de 4,2%;
  • No caso se as duas forem meninas, as chances são de 7,6%.

Para isso, foram analisados dados de empresas de seguro de saúde acumulados durante oito anos. Neles, foi identificado quase 1,6 milhão de pares de irmãos. Entre eles, aproximadamente 39,5 mil em 37,5 mil famílias foram diagnosticadas com TEA.

Este conteúdo foi útil para você? Leia também sobre como os estudos genéticos podem ajudar a entender o autismo. E acompanhe também o nosso blog para saber mais sobre o assunto!

 

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4 comentários

  • Tenho uma filha de 1 ano e 6 meses
    Ele balança os braços repentinamente, tudo grita e ñ fala nada tem possibilidade de ela ter um grau de autismo??

    • Oi, Graciele.
      Tudo bem?
      O que podemos te dizer, é que as características que você descreveu, são alguns dos sinais do espectro.
      Mas, para que um diagnóstico seja fechado, precisa ser feita uma investigação e analisar o histórico da criança por um profissional especializado.
      Busque atendimento de um neuropsicológo, para que ele possa fazer uma avaliação e se confirmado outros sinais, encaminhar seu filho para um neurologista.

  • Olá, minha esposa possui duas irmãs sendo a mais nova com autismo diagnosticado.
    Minha esposa é a mais velha e não possui o autismo.
    Nossa probabilidade de termos um filho autista, sendo que em minha família não possui nenhuma incidência, é maior que a média mundial ou é igual ?

    Obrigado

    • Olá,

      Até o momento, a ciência conseguiu identificar 722 genes, que estão relacionados ao autismo, mas ainda há muitos desconhecidos. Isso significa que mesmo uma pessoa não estando no espectro, ou não diagnosticada, pode ter genes autistas mas não o suficiente para ser afetada pelos sintomas e características do TEA.

      Mesmo que sua cunhada não fosse autista, ainda existiria a possibilidade de um filho de vocês nascer com TEA. As estatísticas mundiais são de 1 a cada 59 crianças nascidas, o fato de sua cunhada ser autista aumenta essa possibilidade sim.

      É difícil estabelecer quantos % isso impacta numa futura gestão do casal, por inúmeros fatores. Um é que o autismo é multifatorial, então, tanto fatores genéticos quanto ambientais podem influenciar.

      O importante é vocês sempre acompanharem os marcos de desenvolvimento de uma criança. Ao menor sinal de atraso é prudente buscar ajuda de um profissional e iniciar um tratamento precoce. Existem os exames genéticos que os pais podem fazer para saber de forma mais aproximada, as possibilidades dos futuros filhos estarem no espectro. Este é um recurso de valor mais alto e cabe a avaliação por parte do casal de fazer ou não.

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