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Fonoaudiologia e autismo: a importância da fonoterapia para o tratamento

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As crianças com TEA têm dificuldade em estabelecer comunicação. Por isso, a relação entre fonoaudiologia e autismo explica que os profissionais da área podem ser grandes aliados. É o caso da fonoterapia, uma das formas de tratamento de TEA que ajuda muitos pacientes.

Apesar da TEA de ser um diagnóstico médico, a fonoterapia também contribui para o tratamento de sintomas. Ela pode auxiliar, por exemplo, com a dificuldade de se expressar e padrões de repetição de fala.

 

A dificuldade do diálogo

A fonoaudióloga Karla Batista explica como isso ocorre: “O fonoaudiólogo pode auxiliar a criança desde o processo diagnóstico, ao identificar precocemente os sinais que podem indicar o risco para o Transtorno do Espectro Autista.”

Ela também acrescenta que a identificação não vem só quando a criança começa a falar, já que “antes mesmo da emissão verbal, as dificuldades de comunicação apresentadas pelas crianças com TEA podem ser atribuídas à sua inabilidade em se conectar com o interlocutor, sendo tal dificuldade observada na inconsistência ou mesmo na ausência do contato ocular.”

Além da dificuldade de manter a conexão, explica Karla, existe o prejuízo na atenção compartilhada. “Devido ao padrão restrito e repetitivo de interesses e atividades, a criança tem dificuldade em partilhar dos interesses propostos pelo interlocutor, logo não usufrui da principal função da comunicação, que é tornar ‘algo em comum””, diz. Então, mesmo antes do desenvolvimento da fala, é possível notar que as crianças com TEA podem não responder à comunicação não-verbal.

Além de auxiliar no diagnóstico, a relação entre fonoaudiologia e autismo pode fazer parte de um plano de tratamento. É importante envolver as famílias durante o processo, coloca Karla, mas é necessário explicar as dificuldades. “A explicação às famílias parte primeiramente do reconhecimento das inabilidades apresentadas pela criança começando dos aspectos não verbais, precursores da comunicação verbal – contato ocular e atenção compartilhada” diz ela. Também é preciso considerar o convívio da criança e explicar a razão das dificuldades dos pais ao interagir com a criança com TEA.

Mas, ela afirma, o tratamento deve ser feito de forma gradual e natural, para que seja efetivo e contribua para o aprendizado. Interações forçadas dos cuidadores não são tão efetivas quanto as contextualizadas.

 

Aprendizado e inclusão

Além das dificuldades em convívio pessoal, as questões que crianças com TEA apresentam com linguagem podem afetar o desempenho escolar. Como o fator auditivo é parte chave do processo de aprendizado em sala de aula, as dificuldades de manter a atenção prejudicam a captação de informações. Além disso, para socialização, é importante que a criança consiga lidar melhor com a interlocução.

Mas a aliança entre fonoaudiologia e autismo pode ajudar na inclusão, afirma Karla. “Os resultados da intervenção fonoaudiológica já vivenciados em minha prática clínica estão relacionados à ampliação do contato ocular, da atenção compartilhada, do uso funcional da linguagem, da emissão verbal e do aprimoramento dos aspectos melódicos da fala”, diz.

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(Assista ao vídeo e saiba como os suportes visuais podem ajudar.)

 Foto criado por freepik – br.freepik.com

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