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Família e autismo: qual o papel dos pais no tratamento?

Família e autismo: Qual o papel dos pais no tratamento?

O tratamento adequado com profissionais de saúde faz toda a diferença para a crianças com autismo. Mas não se deve esquecer a relação entre família e autismo também impacta tanto o paciente quanto todas as pessoas próximas.

Os pais podem ajudar e muito no tratamento, especialmente quando se conectam com os profissionais que ajudam seus filhos. Estabelecer um diálogo positivo ajuda a entender melhor o que acontece com seu filho e saber como lidar com sintomas, o que esperar de dificuldades durante o tratamento e adaptações que talvez sejam necessárias à rotina da família.

Recebendo o diagnóstico

Uma das principais barreiras entre família e autismo é na hora de receber o diagnóstico. A psicóloga Beatriz Zeppelini B. M. Nasser, especializada em Análise do Comportamento, explica que as dificuldades vêm de muitas facetas, inclusive da mídia.

As pessoas acreditam que a criança com TEA ou é genial e obsessiva ou é agressiva e responde mal. “Existe muita coisa entre esses extremos e a gente não pode generalizar”, diz ela. “Os estereótipos do autismo dificultam a aceitação”.

Outra questão é a da dificuldade de conseguir um diagnóstico cedo: “Infelizmente na maioria das vezes ainda se espera passar essa suposta fase e muitos diagnósticos chegam tardios. Sem o diagnóstico, você não consegue correr atrás dos direitos, buscar uma terapia específica para a abordagem do autismo”.

Trabalhando em conjunto

Beatriz frisa a relação entre pais e terapeutas como essencial para a dinâmica de família e autismo. “Procurar um terapeuta que seja de fato especialista, que use práticas baseadas em evidência científica. Ver o que é feito na sessão, como a criança respondeu, pedir explicações de como ampliar os ensinamentos em casa, cobrar do terapeuta sobre as necessidades da criança”.

Um bom profissional faz análises personalizadas do comportamento da criança e suas dificuldades, explica ela. Com isso, ele pode até convidar a família para sessões de terapia ou explicar aos pais as melhores formas de levar para o ambiente de casa as técnicas de se comunicar e ensinar para a criança. As formas de se expressar, as brincadeiras educativas, os suportes necessários, tudo isso pode e deve ser incluído no ambiente de casa.

Buscando saúde para todos

Beatriz explica que o processo de receber diagnóstico ainda é difícil entre família e autismo. Existem algumas dúvidas comuns, como o que pode acarretar na vida da criança?

Mas é importante entender a importância de não seguir estereótipos ao lidar com os sintomas e as dinâmicas da criança. E sempre, claro, apoiá-la no aprendizado e na socialização. “Além do autismo ele é um ser humano, vai ter os interesses dele, as habilidades dele, as dificuldades dele”.

Além disso, ela diz que é importante que outros membros da família também busquem apoio psicológico nesse processo “para que eles possam ter esse apoio, para que possa ser feito tudo de melhor em benefício da criança”. Assim, as dificuldades entre rotina de família e autismo podem ser esclarecidas com profissionais de saúde adequados e promover o bem estar de todos.

Fique de olho no blog para mais conteúdo sobre tratamento do autismo e apoio da família!

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