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Estereotipias: O que é e como afetam as crianças?

Por que as crianças autistas precisam repetir movimentos e rituais? Saiba mais sobre as estereotipias.

 

As estereotipias são sinais comuns do autismo. Porém, elas podem ser incompreendidas por quem desconhece como o paciente de TEA se expressa. O fenômeno, que também ocorre em pessoas com outros transtornos e em neurotípicos, se manifesta com ações repetitivas e ritualísticas.

É comum que isso aconteça quando a pessoa se sente inibida em ambientes com muitos estímulos, ou sente que precisa se acalmar e manter o foco. Dependendo de quais forem os gatilhos de cada paciente, isso pode ocorrer com mais frequência e acabar causando prejuízos.

Ainda que muitos pacientes sintam que as estereotipias podem ajudar a aliviar a ansiedade, elas também tem conotações negativas e causar estranheza ao redor. E já que esse comportamento é dissonante, é recorrente que elas sejam o que leve a família a procurar ajuda.

Esse pode ser o primeiro passo na busca por psicólogos ou mesmo na introdução de preocupações para o pediatra. É importante que isso seja feito, já que o profissional de saúde pode diagnosticar e ajudar no tratamento adequado.

O que são as estereotipias?

As estereotipias variam em como se manifestam. São repetições e rituais que podem ser linguísticos, motores e até de postura. Geralmente são comportamentos sem explicações racionais, sem motivo aparente. Porém, a pessoa com autismo sente a necessidade de expressar para conseguir lidar com uma situação. Em ambientes muito estressantes, por exemplo, ajuda a controlar a ansiedade.

Mas o efeito, mesmo que possa ajudar na hora, pode ser negativo. Algumas das estereotipias mais comuns são:

  • mexer rapidamente os braços;
  • estalar os dedos;
  • repetir sons ou palavras;
  • girar ou balançar o corpo;
  • entre outros comportamentos que possam destoar das pessoas ao redor.

Um dos problemas mais comuns que crianças com autismo enfrentam é que acabam chamando a atenção de outras crianças ou sendo alvo de brincadeiras, o que acaba tornando o ambiente ainda mais desconfortável.

Outra questão, principalmente em idade escolar, é que esses pacientes em geral têm dificuldade de estar no ambiente que causa o gatilho sem ter que recorrer a estereotipias. Muitas vezes, ao estarem focados nesse alívio por meio de repetições, os jovens perdem convívio social e aprendizado.

Como ajudar a criança?

Para auxiliar as crianças que não conseguem evitar as estereotipias, é importante identificar quais são as causas da ansiedade que elas precisam aliviar. Isso porque sabendo quais são os gatilhos, ou seja, que fatores aumentam o estresse da criança, eles podem ser trabalhados com as ferramentas adequadas.

Pode ser a psicoterapia, o uso de medicamentos ou trabalho com linguagem, ou até um conjunto. Ou seja, o tratamento ideal para cada paciente vai depender de profissionais de saúde certos, como pediatras, neurologistas, psicólogos e fonoaudiólogos, entre outros.

Estes profissionais podem identificar os padrões de comportamento em torno de gatilhos e trabalhar para que, de forma controlada, a criança se sinta menos sobrecarregada nestas situações e as estereotipias sejam menos necessárias e recorrentes.

Quer saber mais sobre o processo de profissionais da saúde para diagnosticar e tratar o autismo? Veja como o laudo de diagnóstico auxilia o procedimento.

Créditos da imagem:Designed by Freepik.

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