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Esporte e inclusão: crianças autistas em movimento

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A proposta do esporte como lazer, momento de descarregar o estresse e fazer amizades não é só para os adultos. As crianças também se beneficiam de um momento para gastar energia e se entreter em uma quadra, campo ou piscina.

No caso das crianças autistas esse momento pode ser ainda mais valioso. Como essas crianças demonstram muitas vezes dificuldade de socialização e nem sempre encontram um espaço seguro para se desenvolver, o esporte pode ser uma chave para que elas possam se expressar.

É por isso que iniciativas de inclusão no esporte e a prática de atividade física são benéficas a curto e longo prazo para o desenvolvimento social e psicomotor de crianças.

 

O esporte como ferramenta de desenvolvimento social

 

Praticar esportes pode trazer inúmeros benefícios à saúde física e mental. Um dos exemplos é que gastar energia acumulada libera as endorfinas – hormônios capazes de trazer felicidade. 

As crianças autistas, às vezes, passam por momentos de alto estresse. Isso ocorre porque elas se sentem sobrecarregadas por estímulos (auditivos, visuais, sensoriais) e não conseguem lidar bem com a situação. Em contrapartida, podem desenvolver crises de agressividade e ansiedade.

Além de piorar o quadro de ansiedade, essa sobrecarga pode fazer com que seja difícil a criança socializar com amigos e colegas, o que contribui para o isolamento social. E como esse isolamento não faz bem, o ciclo se repete.

Um esporte baseado em colaboração tem dois benefícios principais: promover o trabalho em equipe e a ideia de mexer o corpo. Se a criança gasta a energia e se distrai, de forma positiva, com a atividade, ela se sente mais alegre e à vontade. Na mesma linha, ela participa ativamente de uma atividade com outras crianças, o que facilita a socialização por um interesse em comum.

 

A importância do esporte para o desenvolvimento psicomotor

 

Os desafios do TEA envolvem diferentes facetas na vida de uma criança autista. Uma delas é a coordenação motora. Déficit nos movimentos – principalmente os finos – é comum entre autistas.

Existem diferentes exemplos desse déficit: não conseguir segurar utensílios, lápis ou caneta; falta de equilíbrio; letra ilegível; dificuldade em manusear brinquedos, etc.

Durante as intervenções terapêuticas, é estimulada a prática dos movimentos da criança. Atividades que a tornam mais capaz de controlar e guiar os instrumentos com sua função. Nesse contexto, a psicomotricidade é fundamental.

O esporte também cumpre esse papel. Aliado a outras intervenções, o estímulo à prática esportiva incentiva a criança a repetir movimentos até aprendê-los, entender seu corpo no contexto e o espaço ao seu redor.

 

Inclusão pela compreensão

 

Outro desafio frequente em crianças autista é aderir às expectativas subentendidas. A tendência a entender mensagens de maneira literal e perder nuances no diálogo pode causar dificuldade em sua rotina.

No esporte, as expectativas são outras. Há uma demanda em seguir as regras de forma literal, o diálogo é mais direto e as estratégias fazem parte do curso de ação. Essa vivência de planejamento e atingir metas pode ser um espaço mais confortável para a criança se expressar.

O esporte como um todo pode trazer diversos benefícios na vida das crianças – em especial as crianças autistas. Incentivar sua participação e que elas busquem diferentes formas de movimento é um método de promover o desenvolvimento psicológico, cognitivo e social.

O Jade Autism, para promover a inclusão no esporte, tem uma parceria com o clube Atlético Mineiro! Conheça nosso projeto aqui.

 

 

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