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Escolas regulares X Escolas especiais para crianças autistas

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A escola tem um papel fundamental no desenvolvimento das pessoas. É um ambiente que possibilita o crescimento intelectual, promove a socialização e aprendizados essenciais para a vida em sociedade.

Uma preocupação comum entre os pais é encontrar a melhor escola, dentro de suas possibilidades, e proporcionar a melhor educação aos seus filhos. Afinal, um ensino de qualidade pode ser um grande diferencial no futuro das crianças e adolescentes.

Mas, quando o assunto é a escolha de uma escola para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), há vários aspectos que devem ser considerados. A família pode encontrar diversas barreiras e enfrentar grandes desafios nesse processo. Uma das principais dúvidas que pode surgir é sobre a modalidade de ensino mais adequada.

Pensando nisso, apresentamos abaixo as diferenças entre escolas especiais e regulares e, também, os direitos educacionais de crianças autistas.

 

Quais as diferenças entre escolas especiais e regulares?

 

As escolas regulares fazem parte de uma modalidade tradicional de ensino. Nessa categoria, as crianças autistas convivem com pessoas com desenvolvimento típico.

A outra modalidade de ensino é a escola especial, que, teoricamente, é estruturada para receber pessoas com algum tipo de deficiência. Nessa modalidade, espera-se encontrar profissionais especializados, planos de ensino adaptados e individualizados para lidar com as diferentes formas de aprendizado, arquitetura inclusiva e, quando necessário, mediadores para acompanhar as crianças.

 

Qual é a melhor opção para crianças autistas?

 

A escola especial costuma ser a primeira opção procurada por muitas famílias, seja por receio que os filhos sofram algum preconceito ou não tenham suas necessidades específicas bem amparadas. Essa modalidade também é comumente considerada após situações traumáticas em escolas regulares despreparadas.

Por outro lado, apesar dos desafios enfrentados, muitos pais preferem matricular seus filhos com TEA no ensino regular. Afinal, quando a adaptação nesse ambiente é bem sucedida, podem haver vários benefícios como:

 

  • aumento das habilidades sociais
  • a criança pode se tornar menos introspectiva ou, até mesmo, mais tolerante ao contato físico, devido à quantidade de interações
  • estímulo às diferentes capacidades cognitivas, ajudando no desenvolvimento de novas habilidades

 

Mas, mesmo com todos esses benefícios, as duas categorias de ensino têm malefícios e desafios. Enquanto na escola especial o desenvolvimento das crianças pode ser comprometido, devido à convivência apenas com crianças atípicas, na escola regular a criança pode sofrer preconceito, bullying, problemas de adaptação e aprendizado.

Na busca pela melhor opção, é importante considerar também que existem escolas especiais com profissionais desqualificados, planos de ensino pouco funcionais e sem estrutura adequada para receber alunos com deficiência. E, por outro lado, existem escolas regulares excelentes, inclusivas, que promovem uma educação individualizada de qualidade e proporcionam ótimas relações sociais.

Portanto, não há uma resposta certa para essa dúvida que tantos pais enfrentam, o caminho pode diferir para cada criança ou adolescente.

Antes de escolher a modalidade de ensino mais adequada para aquela fase educacional da criança, é essencial fazer análises. É importante considerar as dificuldades cognitivas de cada aluno, suas necessidades específicas e outros fatores que podem influenciar no processo de adaptação. Alguns autistas poderão aprender melhor na escola especial, enquanto outros irão se desenvolver de uma forma muito mais saudável na escola regular.

Nossa principal sugestão é: ouça e observe a criança ou adolescente. Perceba se ele está feliz em determinado ambiente escolar ou se resiste, chora ou sofre no momento de ir para a escola. Converse sobre isso com os professores, terapeutas e, principalmente, com a criança, busque provas sociais que demonstrem se ela gosta ou não de frequentar a escola.

 

Direitos educacionais de pessoas autistas

 

Além das dúvidas relacionadas a modalidade de ensino mais adequada, os pais podem encontrar barreiras que dificultam o acesso de crianças com TEA à educação. Alguns exemplos são: recusa à matrícula, recusa à adaptação do plano de ensino, tentativa de aplicar taxas extras ou mensalidades mais altas com a justificativa dos gastos com profissionais para acompanhar as crianças.

Visando evitar essas situações e proporcionar um ambiente mais justo e inclusivo, existem leis federais que garantem o acesso de autistas à educação, em instituições públicas ou privadas, desde o ensino básico até o superior. Elas devem ser usadas para fazer valer o direito das crianças e, quando necessário, punir qualquer tipo de discriminação, como as que foram citadas no exemplo anterior.

Para trazer mais clareza e informação sobre esse tema, preparamos um conteúdo específico sobre essas leis. Clique aqui para acessá-lo.

É importante refletir: a escola regular tem sido cada vez mais procurada por pais de crianças com TEA, principalmente após a publicação da Lei Berenice Piana . Mas, apesar de ser um direito garantido por lei, é importante avaliar se é o ambiente mais adequado, de acordo com cada caso.

 

Ferramenta que auxilia as famílias e a escola no processo de ensino

 

Visando auxiliar as famílias e a escola no processo de adaptação do plano de ensino, conforme as necessidades específicas de cada criança autista, criamos o Jade EDU.

O software educacional tem como primeiro passo a realização de uma anamnese pedagógica, que deve ser respondida pelas famílias ou responsáveis pela criança. As respostas revelam as principais dificuldades e as potencialidades dos alunos. Após essa etapa, a ferramenta disponibiliza atividades que estimulam o raciocínio lógico, a memória e outras habilidades que as crianças devem desenvolver durante a vida escolar.

A partir disso, serão elaborados relatórios de aprendizagem para familiares e docentes. A análise de desempenho poderá servir como norteador para professores e orientadores. Esses dados serão úteis para a criação de novas estratégias de ensino, considerando as habilidades que seus alunos já têm e as que precisam desenvolver.

Clique aqui e saiba mais sobre o Jade EDU.

Em caso de dúvidas, utilize os comentários para deixar sua pergunta.

 

1 comentário

  • Sou professora da rede municipal de ensino de SP e tenho alunos autistas. Gostaria de saber se há algum convênio com a SME de SP? Ou como posso trabalhar com esta plataforma? Obrigada.

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