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Diagnóstico de autismo: entendendo o laudo médico

diagnóstico de autismo

 

Com os avanços no diagnóstico de autismo e nas terapias para crianças autistas, sua inclusão é cada vez mais promissora. Com esses aliados, é possível estimular os processos cognitivos do paciente e evitar o desgaste emocional.

O laudo diagnóstico é o marco da jornada da pessoa autista. Quando os pais de uma criança que apresenta sinais de autismo dialogam com profissionais responsáveis, como pediatras, neurologistas, fonoaudiólogos etc., eles levantam suas dúvidas e os profissionais fazem a avaliação. Mas as incertezas nem sempre acabam quando recebem o laudo com o diagnóstico, pelo contrário, o próprio documento traz mais perguntas já que muitos responsáveis não entendem o que foi descrito nele. 

Por isso, preparamos esse conteúdo para desvendar o laudo diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) para você. Confira!

 

Como é feita a avaliação do autismo?

 

Nessa avaliação, uma equipe multidisciplinar irá mensurar as capacidades cognitivas do paciente em áreas como fala, coordenação motora, aprendizado, socialização etc. A partir disso, o médico emitirá um laudo diagnóstico.

 

Quem pode fazer o diagnóstico?

 

Segundo a legislação brasileira, apenas médicos, independente da especialização, podem fazer a emissão do laudo diagnóstico. Dentre esses profissionais, psiquiatras infantis e neuropediatras estão entre as especialidades com melhor avaliação para diagnóstico de crianças com autismo.

 

O que deve constar no laudo diagnóstico de autismo?

 

De acordo com o neurologista Dr. Marcelo Masruha, o laudo deve conter “o diagnóstico (incluindo, se for possível, o grau de comprometimento), o CID e, quando necessário, as indicações para as terapias.”

É importante incluir as esferas em que há comprometimento, como capacidade motora fina ou atraso da fala, comuns nesse caso.

 

Qual o significado das siglas (CID-11)

 

Algumas das siglas (CID´s) que costumam aparecer no laudo diagnóstico de autismo, são:

  • 6A02 – Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)
  • 6A02.0 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;
  • 6A02.1 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;
  • 6A02.2 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;
  • 6A02.3 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

 

Qual a importância do laudo diagnóstico?

 

“O laudo serve para a busca de direitos assegurados em lei (estacionamento especial, preferência em filas, adaptações escolares e como encaminhamento para terapias)”, conta Dr. Marcelo.

A lei 12.764, de dezembro/2012, garante direitos a pessoas dentro do espectro autista. De acordo com o documento, “§ 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.”

O documento declara como direitos dos autistas:

 

“I – a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer;

 

II – a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração;

 

III – o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo: o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo; o atendimento multiprofissional; a nutrição adequada e a terapia nutricional; os medicamentos; informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento;

 

IV – o acesso: à educação e ao ensino profissionalizante; à moradia, inclusive à residência protegida; ao mercado de trabalho; à previdência social e à assistência social.”

 

Então o laudo diagnóstico funciona como uma ferramenta para garantir o cumprimento destes direitos. A criança autista, por exemplo, se precisar de acomodações na escola, terá tal acesso garantido por lei.

Também é importante ter o documento para determinar o curso de terapias e futuras intervenções da equipe médica. Assim, ele se torna um guia para as necessidades específicas de cada paciente e suas demandas. 

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