fbpx

Blog

Conheça a representante internacional do Jade, Dra. Maria de Mello

maria-de-mello-jade-autism-equipe-software-educacional

 

Maria de Mello, pesquisadora e empreendedora na área de tecnologia, acessibilidade e reabilitação, é representante do Jade Autism em espaços e organizações internacionais. É consultora de políticas públicas para pessoas com deficiência e terceira idade e também oferece cursos e networking para organizações que visam ampliar sua tecnologia assistiva e faz parte do Comitê de Tecnologia Assistiva da Secretaria de Direitos Humanos. 

 

Busca por entender e auxiliar na inclusão social

 

“Eu já trabalhava com a temática de reabilitação: eu sou terapeuta ocupacional a vida inteira. Minha intervenção clínica sempre foi focada no uso da tecnologia assistiva para potencializar as habilidades funcionais das pessoas com deficiência”, conta ela.

“Nesse ínterim, eu me deparei com muitos pacientes com autismo que eu tive que avaliar e promover uma intervenção por meio do uso de produtos assistivos para melhorar o desempenho funcional dos mesmos”.

Sua função como terapeuta ocupacional é essencial para o trabalho em relação ao autismo: “acessibilidade e tecnologia faz parte do cerne da nossa formação. Quando eu fui fazer o mestrado nos Estados Unidos em 93 eu fui fazer um centro de pesquisa em tecnologia assistiva que eu mergulhei de cabeça nisso e escolhi essa área para ser a minha especialidade como profissional.”

Ela explica que enxerga em sua área de atuação uma forma de ajudar outras pessoas: “A profissão que eu vi que realmente me daria ferramentas para promover para trabalhar com isso e promoveu o maior nível de independência e autonomia possível foi a terapia ocupacional”.

 

Início da trajetória com o Jade

 

“Meu trabalho junto com o Jade iniciou com a possibilidade de iniciar os trabalhos aqui nos Emirados Árabes”, conta Maria. “Conheci um pouco da história do produto, como que era a disponibilizado no Brasil, as dificuldades e tudo mais.”

“Eu chegando aqui, a gente escreveu uma proposta de pesquisa para o desenvolvimento de novas funções do Jade”, explica ela. Nesse processo, ela teve a oportunidade de aprender mais: “eu pude ter contato mais íntimo com a equipe inteira e a partir daí aprofundar mais o conhecimento sobre as necessidades e limitações.”

Além das pesquisas, ela reforça que parte do papel é encontrar diálogo com organizações internacionais para ampliar a atuação do Jade e parceiros. “Eu estou construindo o banco de dados de pessoas e organizações que trabalham com autismo e estabelecendo contato com elas, para poder fazer a comercialização do produto.” Além disso, a captação de recursos e abertura de oportunidades de pesquisa internacionais é importante durante essa divulgação: “a outra coisa que eu tenho feito a mais recentemente é a busca de recursos para a gente poder fazer o estudo de validação aqui na região.”

“Acho que o Jade é sensacional e é uma ferramenta que todos os terapeutas deveriam usar. Não só psicólogos, mas os terapeutas ocupacionais os pedagogos como ferramenta superimportante de ensino-aprendizagem”.

 

Diferenças entre países

 

A especialista explica que parte da questão é a necessidade de se estudar a implementação do Jade em harmonia com as diferenças culturais e as barreiras do conhecimento sobre o TEA em outras partes do mundo.

A equipe, de acordo com ela, “vai ter que pensar como ajustar isso. E o que eu pretendo fazer contribuir nesse sentido é com pesquisas que possam validar o processo como um todo.”

“As diferença entre vivências crianças com autismo no Brasil e aqui nos Emirados Árabes, da percepção pública do TEA é que aqui tem muito mais centros que se dizem especializados na atenção à criança com autismo, mas, ao mesmo tempo há uma carência muito grande conhecimento mais aprofundado tanto para o diagnóstico quanto para intervenção” diz ela.

“Eu sinto o sofrimento muito grande das famílias e dos profissionais sempre buscando melhores alternativas para intervenção para melhorar o desempenho funcional dessas crianças,” continua ela. 

“A percepção pública da síndrome do espectro autista ainda é como se fosse uma dor da sociedade. E as famílias têm muita dificuldade de lidar com isso porque as informações que estão sendo passadas não são muito precisas. Eu penso que aqui é fundamental divulgar muita informação junto aos profissionais, aos familiares, às equipes das escolas facilitando esse processo de inclusão e de promoção do melhor desempenho funcional dessas crianças”, conclui.

 

O que é o Jade Autism?

 

O Jade é uma startup de soluções terapêuticas e educacionais para o desenvolvimento de crianças com comorbidades cognitivas como o autismo. A empresa desenvolveu um jogo para a estimulação de habilidades cognitivas de crianças no espectro. 

Conta também com integração a softwares terapêutico e educacionais que auxiliam profissionais no setor de saúde e educação a acompanharem a evolução de crianças e definirem métricas de prognóstico, o que ajuda a definir metas e caminhos adequados.

Quer saber mais sobre o trabalho do Jade? Conheça nosso app!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *