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Conheça a Beatriz Zeppelini consultora educacional do Jade Autism

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O trabalho da consultora educacional Beatriz Zeppelini é fundamental para o crescimento do Jade Autism e a disseminação de informação sobre o TEA para o público. Beatriz é psicomotricista, o que, de acordo com a Associação Brasileira de Psicomotricidade, significa que ela é uma profissional “que age na interface saúde, educação e cultura, avaliando, prevenindo, cuidando e pesquisando o indivíduo na relação com o ambiente e processos de desenvolvimento, tendo por objetivo atuar nas dimensões do esquema e da imagem corporal em conformidade com o movimento, a afetividade e a cognição.”

Especialista em Educação Especial e Análise do Comportamento, ela também é pesquisadora, sendo mestranda em Análise do Comportamento Aplicada. Graduada em Pedagogia, ela desenvolve estratégias de ensino, comunicação, movimento e inclusão para crianças autistas, educadores e famílias.

 

Trajetória profissional

 

Ela conta que seu primeiro contato com educação direcionada a crianças com TEA surgiu bem cedo: “Tinha apenas 16 anos quando iniciei o trabalho de estagiária auxiliando uma professora em uma sala de crianças com TEA, foi encantador e desafiador, pois muitas vezes ainda não entendia como ajudar e me sentia angustiada por querer fazer mais e não saber como.”

A partir daí, ela se dedicou cada vez mais a se profissionalizar e estudar a temática. “Desde então sigo essa jornada que iniciou com a graduação em pedagogia, passando por três especializações, cursos diversos e agora com o mestrado”, conta ela.

“Mesmo com tudo isso,” completa Beatriz, “tenho plena consciência que devo continuar buscando cada vez mais meu aperfeiçoamento profissional, pois eles merecem a excelência de nosso trabalho.”

Seu contato com o Jade Autism aconteceu após conhecer Ronaldo Cohin, CEO e fundador, na fase de desenvolvimento do aplicativo: “começamos a conversar sem nenhum compromisso e fui fornecendo dicas que poderiam otimizar o app, trazendo minha experiência prática no atendimento clínico e educacional de pessoas com TEA.”

 

Tecnologia e o papel do Jade

 

Ela enxerga na tecnologia uma forma de impacto terapêutico: “O app do JADE em si já contribui grandemente, para além de um jogo, ele auxilia o ensino de pessoas com TEA, proporcionando atividades que estimulam habilidades de visuais, auditivo-visuais e simbólicas de uma forma divertida e com uma linda ciência por trás de sua execução.”

Outro ponto importante é a variedade de experiências e uma equipe multidisciplinar dando a devida atenção às questões que surgem para famílias de crianças com TEA. “Vejo que o Jade tem um futuro promissor na vida das pessoas com TEA, principalmente por ter em sua linha de frente pessoas como o CEO, Ronaldo Cohin, que convive diariamente com uma pessoa com TEA” comenta ela. “Além de uma equipe de profissionais qualificados que atuam arduamente para aprimorar o que já está se mostrando um trabalho para além de app.”

 

Estigmas relacionados ao TEA

 

“Com certeza ainda existem muitas barreiras, em diferentes aspectos,” explica ela. “Quando iniciei minha graduação tinha a expectativa de também aprender sobre o ensino de pessoas com TEA nas aulas da faculdade, infelizmente, elas foram frustradas, pois na época da minha graduação em 2006, as visões eram retrógradas e distorcidas sobre o autismo.”

 

E mesmo com avanços teóricos na legislação, na prática essas barreiras ainda existem, diz Beatriz: “Ainda é necessária muita luta e burocracia para que possamos garantir que esta seja de fato cumprida. Ressalto o direito da pessoa com TEA ter um acompanhante especializado para realizar a mediação do mesmo em sala de aula, dificilmente um pai consegue que esse direito seja garantido para o seu filho sem ser por vias judiciais.

 

 Para que essas barreiras sejam transpostas, ela reforça a importância da ciência: “também considero de extrema importância que os educadores, que já não o fazem, comecem a buscar e utilizar práticas que tenham evidência científica para o ensino de pessoas com TEA.”

 

E claro, o trabalho em conjunto, continua ela, porque “o profissional que atua na clínica não é melhor que o profissional que atua na escola, nem vice-versa, precisam ser aliados, pois o foco principal é a pessoa com TEA que precisa ser respeitada em suas potencialidades e limitações.”

 

Perspectiva para o futuro

 

“Temos que parar com nosso preconceito sobre as coisas que não entendemos e para o que não sabemos devemos estudar, e quando estudarmos não devemos ler apenas a publicação do jornal ou da revista, devemos nos basear em pesquisas científicas, ver o que está sendo pesquisado, o que está produzindo efeito etc., nossas crianças não são cobaias para ensinarmos com base em achismo”, frisa Beatriz.

 

Para concluir, ela ressalta que a colaboração é o melhor caminho frente às dificuldades. “A cada dia que passa percebo que o que recebo deles é muito mais do que eu posso retribuir, sou muito grata por cada segundo que passei e passo ao lado das pessoas pessoas com TEA e suas famílias, sei que não é um mundo mágico e existem muitos desafios, mas unidos por essa causa iremos mais longe.”

Quer entender melhor a importância de uma equipe multidisciplinar no autismo? Leia mais.

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