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Como jogos online estimulam o desenvolvimento de uma criança autista?

Como jogos online podem estimular o desenvolvimento de uma criança autista?

 

As múltiplas telas, aplicativos e atividades online tornaram-se praticamente indispensáveis no cotidiano de qualquer pessoa. O grande número de jogos oferecidos em plataformas digitais acaba gerando um encantamento em crianças de várias idades. Esse fascínio pela tecnologia também é compartilhado pelas crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Contudo, independentemente da condição da criança, os jogos devem ser selecionados de forma correta e utilizados com parcimônia.

 

A pedagoga e psicomotricista Beatriz Zeppelini explica que nem todos os jogos são capazes de estimular o desenvolvimento de crianças autistas. Para ela, quando um determinado jogo é utilizado de forma errada, a criança pode perder a oportunidade de interação social e física. Isso porque uma das maiores dificuldades da criança autista é a interação com outras pessoas. Quando a criança é exposta a plataformas interativas, ela pode ficar imersa naquele universo, o que dificulta a interação.

 

A tecnologia é algo que abre portas no desenvolvimento de uma criança. Entretanto, ela não é o principal elemento. É preciso que as habilidades sejam ensinadas à medida que os jogos vão sendo usados. Essas brincadeiras online não devem ser uma fuga ou uma forma de entreter a criança enquanto os pais fazem outra coisa. Elas devem, na verdade, ser usadas em conjunto, para estimular a interação“, explica Beatriz.

 

Estímulos gerados pelos jogos

 

Nas lojas online onde os aplicativos podem ser adquiridos, existe uma grande quantidade de jogos que podem ser utilizados tanto para entreter quanto para estimular a criança. Escolher o jogo ideal no meio de tantas opções não é tarefa fácil, por isso, Beatriz Zeppelini afirma que o diálogo entre pais de crianças autistas e o terapeuta deve ser constante.

 

“Há jogos para desenvolvimento de atenção, de coordenação motora, de raciocínio lógico e de alfabetização. Há também jogos em que os participantes precisam interagir entre si para definir estratégias, por exemplo. Cada jogo vai trabalhar uma determinada habilidade. A escolha, portanto, deve ser orientada pelo terapeuta e os pais dessa criança”, informa.

 

A pedagoga explica também que o uso dos jogos pode ser um elemento de atração para crianças autistas. “Quando um adulto porta algo que é interessante para a criança fica mais fácil estabelecer um vínculo com ela. Isso tem sido bem comum com os tablets, brinquedos e jogos. A criança pode não ter interesse na pessoa, mas ela pode se interessar por aquilo que é oferecido a ela. O jogo, então, se torna uma ferramenta para criação de vínculo“, explica.

 

Ainda que os jogos tenham se consolidado como forma terapêutica de acompanhamento de crianças autistas, não são todos os jogos online que podem ser usados como ferramenta para o desenvolvimento dessas crianças. “Determinar qual jogo que é ou não adequado depende muito de cada um. Vai depender do que eu quero ensinar para aquela criança. Jogos tipo o JADE são ideais para a maioria dos casos, pois ele tem a intenção de ensinar. Mas sempre lembrando que o acompanhamento dos pais e do terapeuta é ideal para utilização desses jogos”, finaliza Beatriz.

 

Tem alguma dúvida sobre o assunto? Comente aqui e teremos o prazer de lhe responder. Fique de olho, também, em nosso blog para acompanhar os próximos posts sobre o desenvolvimento de crianças autistas.

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