Blog

Como estimular crianças autistas?

Como estimular crianças autistas?

O processo de estimular crianças autistas, principalmente os pacientes que ainda estão na primeira infância, é de grande importância para seu desenvolvimento. Como na maioria dos casos a criança tem dificuldade no convívio social e em ambientes de aprendizado, o papel do profissional de saúde é ajudá-la a melhorar suas interações. Isso envolve trabalhar nas dificuldades de manter contato visual, melhorar o diálogo e a atenção.

Criando conexão com a criança

Existem algumas barreiras para o profissional de saúde na hora de se conectar com o paciente com autismo. “Uma das dificuldades comumente encontrada é o interesse fixo e altamente restrito por uma atividade ou objeto, o que dificulta na hora de propor atividades que estejam planejadas no programa de intervenção”, explica Joice K. de Andrade Galvão, Psicóloga e Mestranda em Psicologia pela UFES.

“Algumas crianças com TEA quando expostas a estímulos complexos, que envolvem simultaneamente estímulos visuais, auditivos e táteis, apresentavam dificuldade para responder a todas as modalidades do estímulo simultaneamente”, completa Joice. Essas características podem acabar dificultando a tarefa de estimular crianças autistas, que é essencial para o tratamento.

“Outra característica que muitas crianças com TEA apresentam é a dificuldade com pensamentos ou fatos simbólicos e dificuldade em fazer leitura social, como por exemplo interpretar sentimentos e se colocar no lugar do outro. Isso pode acabar restringindo as atividades a serem desenvolvidas durante o atendimento, pois podem se tornar até mesmo desconfortáveis para as crianças”.

Recursos para estimular crianças autistas

Existem alguns procedimentos para auxiliar na intervenção que são muito benéficos para essas crianças. É, por exemplo, o caso do ABA (análise de comportamento). “Em relação a interação social, quando a criança com TEA apresentar queixas de comportamentos sociais inadequados em algum sentido, o terapeuta pode ajudá-la a fazer a leitura social necessária, tal como inferir em como estão se sentindo os outros a partir da expressão facial e antecipar outras maneiras como poderia se comportar naquela situação”, explica Joice.

Os suportes visuais também são opções interessantes para estimular crianças autistas, de acordo com a terapeuta. “A interpretação de emoções pode ser treinada em consultório com recursos visuais, como cartas de desenhos com diferentes expressões, fotos de pessoas etc.”

Atividades que ajudam no estímulo

Existem diferentes atividades que podem ser utilizadas para estimular crianças autistas. Incentivar a criança a responder pelo nome é um enorme passo ao diálogo, que também pode ser estimulado em consultório. Uma forma interessante de estabelecer essa conexão é pela imitação.

“Um ótimo recurso que pode ser trabalhado dentro do contexto lúdico e que pode ser expandido para outras relações que irá estabelecer, é explorar o potencial imitativo, iniciando em imitações como reproduzir expressões faciais ou falas do psicólogo, dos pais ou de outras crianças,” diz Joice. Isso traz vantagens porque “constrói conhecimento por meio dos papéis que representa, amplia sua linguagem, além de organizar e fortalecer suas emoções”.

Em casa, brincadeiras com regras claras e previsibilidade, assim como rotinas estabelecidas também podem ser utilizadas para estimular crianças autistas sem que elas se sintam sobrecarregadas e incapazes de interagir corretamente.

É por isso que o tratamento com profissionais de saúde qualificados aumenta o sucesso do tratamento. Esse conjunto de recursos ajuda a criança a se desenvolver e lidar com o TEA de forma mais saudável.
Os jogos podem ser excelentes aliados para crianças autistas. Saiba como incorporá-los!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *