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Cannabis e autismo: mitos e verdades

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A partir de 2015, com a resolução RDC 17/2015, a Anvisa considera legal a importação de produtos à base da cannabis para o Brasil em tratamentos médicos. O documento oficial tem como objetivo “definir os critérios e os procedimentos para a importação, em caráter de excepcionalidade, de produto à base de Canabidiol em associação com outros canabinóides, por pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição de profissional legalmente habilitado, para tratamento de saúde.”

A resolução determina alguns critérios, como a concentração máxima de ativos, quantidades, necessidade de laudos técnicos da empresa fabricante, entre outros. Também é exigida a apresentação de documentos, entre eles:

 

I- Laudo de profissional legalmente habilitado contendo a descrição do caso, CID,

justificativa para a utilização de produto não registrado no Brasil em comparação com as

alternativas terapêuticas já existentes registradas pela Anvisa, bem como os tratamentos

anteriores;

III- Prescrição do produto por profissional legalmente habilitado contendo

obrigatoriamente nome do paciente e do produto, posologia, quantitativo necessário, tempo

de tratamento, data, assinatura e número do registro do profissional prescritor em seu

conselho de classe;”

 

A permissão pode ser muito benéfica para pacientes com diferentes transtornos e doenças. Pessoas com dores crônicas se beneficiam de alívio da inflamação, pessoas com ansiedade podem ter resultados melhores com CBD do que com fármacos tradicionais e a substância tem propriedades contra a náusea e crises de epilepsia.

Mesmo com todos os ganhos, ainda há uma série de mitos que barra a pesquisa em torno da cannabis (CBD) no Brasil e a utilização deste extrato em pacientes potenciais. Por isso, convidamos a Ease Labs, empresa que auxilia na distribuição para pacientes, a explicar os mitos e verdades por trás do CBD:

 

1. O CBD é droga?

 

Não! Um dos principais mitos está relacionado ao uso recreativo da maconha, com o uso terapêutico do CBD. “Muitos pacientes e familiares têm medos e ansiedades em relação ao potencial efeito alucinógeno da medicação, bem como em relação aos efeitos colaterais, efeitos de dependência e quanto aos aspectos jurídico legais do uso dessa modalidade de tratamento.”

 

Ao contrário do THC, outro derivado da Cannabis, o CBD não causa euforia nem dependência química. É considerada pela OMS uma substância segura nessa utilização medicinal.

 

2. O CBD substitui outros tratamentos?

 

Antes da utilização de medicamentos à base do CBD, alguns pacientes podem estar utilizando ou já ter utilizado outro medicamento. Dependendo do motivo da prescrição e da sua efetividade na melhora do quadro de saúde da criança, talvez, pode ser da escolha do médico, suspender o uso de determinado remédio e prosseguir com o CBD.

 

“A definição da abordagem é sempre acompanhada por uma equipe multidisciplinar, minimizando ao máximo os efeitos colaterais (raros no tratamento canabinoide) e potencializando os benefícios desse tratamento.” explica a Ease Labs.

 

Ou seja, a criança será monitorada para definição do melhor tratamento para suas necessidades e a respeito da efetividade do CBD, mas o acompanhamento médico e terapêutico não é substituído nesses casos.

 

3. A cannabis tem uso medicinal?

 

Sim! Um dos seus componentes da cannabis, o canabidiol (CBD), é considerado um aliado para diferentes especialidades médicas e doenças. Pacientes com problemas neurológicos, oncológicos, entre outros podem se beneficiar do tratamento.

 

“É preciso aumentar as discussões sobre o tema, principalmente em veículos de informação com acesso maior à população geral. Isso faz com que tenhamos sucesso, tanto na chegada correta de informações como no abranger da terapia canabinoide, trazendo os benefícios do seu correto tratamento em pacientes que teriam benefício dessa terapia.”

 

Ainda não é do conhecimento geral a diferença entre CBD, THC e sua utilização, nem os benefícios da terapia, ainda se torna necessário abrir o diálogo e divulgar essa opção. Por esse motivo, muitos ainda desconhecem que o CBD, como estudos mostram, podem reduzir ou acabar com sintomas do TEA, como agressividade, distúrbio do sono, inquietação e outros.

 

4. Se o CBD é um tratamento eficaz, por que não é amplamente utilizado?

 

“Tanto no meio social como na mídia, as informações a respeito da cannabis são sempre voltadas ao uso recreativo e banal da maconha, sem contrapor os potenciais terapêuticos das substâncias presentes na planta. Essa forma de vincular a informação fez com que, durante anos, a terapia canabinoide fosse “esquecida” levantando questionamentos somente acerca do uso recreativo da maconha.”

 

Na verdade, pesquisas sobre CBD e potencial médico já vêm sendo feitas ao redor do mundo em várias áreas de saúde. No entanto, por conta dos mitos e do preconceito, ainda são pouco faladas, mesmo que possam melhorar a vida de muitos pacientes.

 

É abrindo espaço para inovação científica e novas ideias que o diálogo fica mais claro. Nem todos os pacientes autistas irão beneficiar do tratamento com CBD, mas é importante que ele seja visto como uma opção aliada às intervenções padrão. Dessa forma, a informação chega a quem precisa e os mitos e inverdades são quebrados.

Quer saber mais sobre o tema ou iniciar o tratamento com CBD? Entre em contato clicando AQUI!

 

 

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