Blog

Autismo: onde buscar ajuda?

Autismo: onde buscar ajuda?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que exige diagnóstico precoce. Quanto antes o autismo for detectado, mais fácil conter os efeitos, o que garante um bem-estar maior para o portador. Uma das formas de identificar o TEA é a observação do comportamento da criança. Saiba como buscar ajuda.

Em boa parte dos casos, a ocorrência do TEA pode ser percebida na escola pelos professores da criança. No cotidiano, os educadores são capazes de perceber as dificuldades de relacionamento dessas crianças, além de outros desvios comportamentais.

 

Indícios mais comuns do autismo

O TEA engloba diferentes características, mas tem em comum a dificuldade na comunicação e na interação social. Antes de procurar um profissional, os pais devem estar atentos a esta dificuldade. Outros sintomas que podem ser indícios do autismo são:

  • Isolamento mental
  • Comportamentos repetitivos
  • Rotinas e rituais elaborados e inflexíveis
  • Fixações e fascinações direcionadas e intensas
  • Poucas expressões faciais e gestos
  • Dificuldade em olhar diretamente para as pessoas
  • Ansiedade excessiva
  • Atraso na fala

Por se tratar de um espectro, alguns casos de TEA são mais difíceis de serem identificados, pois as características são mais brandas. Há crianças que possuem um desenvolvimento motor normal, com sutilezas de inadequações no comportamento. Enquanto os casos mais graves são mais fáceis de serem identificados.

 

Como diagnosticar o autismo?

Após observar desvios no comportamento da criança, os pais devem encaminhá-la para especialistas. Entre eles neurologistas e psiquiatras infantis. Estes profissionais atuaram para confirmar o diagnóstico, além de orientar os pais nos próximos passos.

Normalmente, para o diagnóstico, os profissionais realizam uma entrevista com os pais, para entender o comportamento da criança. Alguns recorrem também a fotos, vídeos e depoimentos dos professores e educadores. Algumas pesquisas, apontam o autismo como uma condição genética. Por isso, os profissionais também buscam investigar outros casos de autismo na família da criança.

Uma outra forma de diagnóstico são as escalas de avaliação. Elas dão maior objetividade à observação e ajuda no acompanhamento da criança. O profissional responsável deve estar atento às escalas de triagem, como o ATA (Escala de Traços Autísticos) ou o M-CHAT (Modified-Checklist Autism in Toddlers).

 

Acompanhamento adequado

Entre os profissionais mais aptos para o acompanhamento de crianças autistas estão os psicoterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Entretanto, todos eles devem estar familiarizados com a situação, além de conhecerem as técnicas de acompanhamento.

Um bom profissional deve, acima de tudo, respeitar as particularidades da criança. Também é imprescindível que esses especialistas estejam sempre atualizados acerca do assunto.

No Brasil, há instituições especializadas no tratamento e no acolhimento de pessoas autistas. Há também Centros Especializados em Reabilitação (CER) com profissionais especializados que realizam diagnóstico e acompanhamento de pacientes com o transtorno. Todos os Estados do país contam com CER habilitados pelo Ministério da Saúde. Ao todo são 187 CERs em todo o país.

 

Tem alguma dúvida sobre onde procurar ajuda? Quer saber mais sobre o diagnóstico e acompanhamento de crianças com TEA? Comente aqui e teremos o prazer de lhe responder. Assine nossa Newsletter para acompanhar outras discussões.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *