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Autismo na vida adulta: Incertezas e cuidados

Uma das maiores preocupações de famílias que lidam com TEA é o autismo na vida adulta. As crianças que são diagnosticadas cedo e recebem o tratamento correto são auxiliadas por profissionais de saúde, educadores e familiares durante o processo. Mas o autismo em adultos traz novos desafios.

Assim, quando o filho começa a crescer e buscar mais independência, é comum que os pais tenham receios e preocupações. Além de todos os fatores de inclusão envolvidos, é importante saber que os adultos com TEA podem se tornar mais independentes que na infância. Porém, existem desafios diferentes a serem enfrentados. O apoio da família é fundamental nesse processo de transição para a vida adulta. 

O autismo na vida adulta e a independência

Com a chegada da vida adulta, o jovem costuma precisar administrar melhor seu tempo. O autismo em adultos dificulta um pouco esse processo, já que os rituais repetitivos podem interferir no tempo que a pessoa gostaria de dedicar, por exemplo, aos estudos universitários.

Outro fator importante é que as habilidades sociais são comprometidas pelo autismo em adultos. Isso pode causar dificuldades em manter o foco nas demandas sociais como eventos, círculos de amizades e atividades coletivas como esportes.

A organização é outro fator chave nesse processo. Para se tornar mais independente, seu filho pode precisar aprender a organizar atividades como:

  • suas tarefas domésticas;
  • prazos;
  • obrigações;
  • controle financeiro;
  • e outros marcos da vida adulta.

Mas os pacientes de TEA encontram alguma dificuldade nisso. 

O ambiente de trabalho também pode ser um gatilho para o jovem. Ainda que o autismo em adultos não necessariamente impeça alguém de manter um emprego estável, a inclusão nos espaços profissionais nem sempre está ideal e receptiva a pessoas neuroatípicas. 

Essa incerteza em relação ao futuro e à receptividade causa muito estresse em pessoas autistas.

Estudos indicam que os níveis de ansiedade e depressão são maiores em pessoas com TEA do que em pessoas neurotípicas. Esse é um sinal para o qual familiares e profissionais de saúde devem ficar alertas e buscar ajuda se necessário. 

Como ajudar os filhos autistas na independência

Para os pais preocupados com a transição do adolescente com autismo para a vida adulta, alguns passos podem ser tomados para aliviar o estresse. Entre eles estão:

  • estabelecer uma rotina que ajude seu filho a tomar conta de si mesmo;
  • e aumentar seu convívio com o espaço externo.

Por exemplo:

  • criar uma lista de tarefas e aumentar a responsabilidade do adolescente em casa e apoiá-lo até que consiga fazer sozinho;
  • antecipar os desafios de se deslocar pela cidade ou interagir com desconhecidos para diminuir a ansiedade;
  • buscar incentivá-lo a participar de atividades comunitárias.

O auxílio profissional também pode mudar no autismo na vida adulta. A terapia cognitiva costuma obter sucesso, focando em exercícios de habilidades sociais e aconselhamento profissional e acadêmico. Ela funciona ajudando o adulto com TEA lidar com os obstáculos do dia-a-dia e evitando que eles escalem para uma crise.

O autismo em adultos pode ter desafios, mas não limita a pessoa a viver uma vida plena e ter sucesso e encontrar seu espaço. Conheça os jovens que cresceram com autismo e se destacam também na vida adulta.

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