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Quais as diferenças entre TEA, Asperger, Autismo tardio e autismo leve?

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TEA, Asperger, Autismo tardio e Autismo Leve. O que são? Quais são as suas diferenças e como como identificar? Vamos explicar para você no texto abaixo, então, continue a leitura para saber!

Uma série de elementos categorizam uma pessoa com o Transtorno do Espectro do Autista. Dentre os fatores mais comuns estão a dificuldade de comunicação, linguagem e socialização.

Esse tipo de transtorno tem se tornado cada vez mais amplo no mundo, com estudos novos que desenvolvem teorias e tratamentos, uma vez que a “doença” não tem cura.

O tratamento para o autismo é realizado com vários profissionais em conjunto, desde  psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais até mesmo fisioterapia, em alguns casos.

Apesar do assunto estar sendo debatido cada vez mais, ganhando acesso ao grande público com novelas, filmes e seriados, poucas pessoas conseguem compreender mais profundamente o que é o autismo, suas definições e se existe tipos diferentes do espectro.

 

Atualizações do DSM (Manual de Diagnóstico)

 

O Transtorno do Espectro do Autista, ou TEA, é um transtorno do desenvolvimento, diagnosticado nos primeiros anos de vida. Por conta disso, dificuldades em habilidades de comunicação e interação social são mais facilmente notadas, principalmente o atraso na fala.

Apesar de ser uma condição antiga, somente em 2013 no DSM 5 passou a ser classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, e se caracteriza por déficits persistentes na comunicação e interação social. Como se trata de um espectro, o DSM 5 estabeleceu três níveis de gravidade do TEA, sendo eles Nível 1, 2 e 3.

Pessoas diagnosticadas com o Nível 1 necessitam de suporte, apresentam dificuldade em iniciar interações sociais, podem apresentar respostas atípicas para abertura social, além de dificuldades para trocar de atividades que pode gerar dificuldades de independência por problemas com a organização e o planejamento.

Pessoas diagnosticadas com Nível 2 necessitam de suporte substancial, pois possuem déficits na conversação, apresentam aflição para mudar o foco ou a ação, e os prejuízos são aparentes apesar do suporte. Já as pessoas diagnosticadas com o Nível 3 necessitam de suporte muito substancial, pois apresentam graves prejuízos no funcionamento, a abertura social é muito limitada, com repostas mínimas a interação, dificuldade extrema de lidar com mudanças e grande aflição para mudar o foco ou a ação (DSM-V, 2014).

 

Existe autismo leve? Quais são os tipos de autismo?

 

NÃO. Além de ter sido criado a classificação de Transtorno do Espectro Autista (TEA), com o lançamento da nova versão do manual em 2013, o DSM 5 reuniu o Transtorno Autista, o Transtorno Desintegrativo da Infância, a Síndrome de Asperger e outras condições dentro de um mesmo diagnóstico.

Isso causou confusão em algumas pessoas, onde chegam a dizer que existem vários tipos de autismo, como autismo leve. Quando na verdade se trata de um espectro, ou seja, uma pessoa com TEA, pode apresentar apenas uma sensação incomoda de “não-pertencimento” da sociedade. Enquanto outros casos podem ser mais severos, com dificuldades sérias de aprendizado e comunicação.

Iremos listar alguns desses transtornos que passaram a integrar o TEA.

 

1.       Síndrome de Asperger

Essa foi considerada por muito tempo como uma forma leve do autismo. Essa síndrome era representada por um desempenho cognitivo muito superior do que a média e é também chamado de “autismo de alto funcionamento”.

É comum nesse caso que o paciente desenvolva uma obsessão por um assunto ou objeto específico, podendo passar horas a fio falando desse assunto em particular.

Nestes casos, é comum que a criança consiga desenvolver e se tornar especialista em uma área, por exemplo uma criança com alto desempenho e interesse em desenho.

Antes da junção, no DSM-4 as principais diferenças entre autismo e Síndrome de Asperger eram a intensidade do atraso que afetaria o indivíduo. No autismo, a fala tinha um provável início tardio enquanto na Síndrome de Asperger era descrita como normal. Além disso, o diagnostico costumava ser mais tardio.

 

2.       TID – Transtorno Invasivo do Desenvolvimento

O Transtorno Invasivo do Desenvolvimento – sem outra especificação, é caracterizado por um importante atraso no desenvolvimento, em diferentes áreas de funcionamento, incluindo a socialização, comunicação e relacionamento interpessoal. Dentre eles, tendências a apresentar comportamento inflexível, intolerância à mudança e explosão de raiva e birra quando submetidas às exigências do ambiente ou até mesmo às mudanças de rotina.

Essa categoria diagnóstica era utilizada no DSM 4 quando havia prejuízo severo e invasivo no desenvolvimento da interação social e eram excluídas as hipóteses de Transtorno Autista, Transtorno Desintegrativo da Infância e Síndrome de Asperger, pois havia ampliação dos sintomas.

 

3.       Transtorno Autista

Aqueles que apresentavam sintomas mais graves eram identificados com o transtorno autista propriamente dito. Neste caso, diversas capacidades acabam sendo afetadas de forma mais intensa, atrapalhando a cognição, os relacionamentos e a fala.

Era notado também a repetição de comportamentos, sendo mais fácil de identificar, sendo comum a dificuldade em fazer contato visual, além de comportamentos como bater ou balançar as mãos e de outros movimentos repetitivos. Também era comum identificar dificuldades no aprendizado da linguagem e principalmente na comunicação, dependendo de mais atenção para que suas necessidades sejam atendidas.

 

4.       TDI – Transtorno Desintegrativo da Infância

Também conhecido como Síndrome de Heller ou “Autismo Tardio”, o TDI costuma apresentar sintomas após um início de desenvolvimento comum. Se manifesta como uma regressão acentuada no desenvolvimento da criança com mais de dois anos de idade. Essa regressão pode ser gradual ou abrupta, normalmente fazendo-a perder suas capacidades de comunicação, compreensão e suas habilidades sociais. Não há uma idade padrão para os sintomas acontecerem, mas a situação pode ser bastante agravante.

O Transtorno Desintegrativo da Infância é o que muitas pessoas usam erroneamente para propagar o boato de que vacinas causam autismo, apesar de não haver nenhuma relação entre a vacinação e o transtorno.

Essa hipótese surgiu, pois, a idade em que a regressão costuma aparecer é também a fase mais comum de vacinação das crianças. Dessa forma muitas famílias viram nessa coincidência uma possível causa do TEA. No entanto, vale lembrar que não há nenhum dado científico que interligue as duas coisas, não passando de boatos.

 

 

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Como identificar o autismo?

 

Muitas pessoas utilizam o termo autismo leve , para se referir a pessoas que se enquadram no Transtorno do Espectro do Autismo, mas têm capacidade de realizar atividades diárias, manter uma conversa normalmente, ler e escrever, além de outras atividades. Mas é importante frisar que autismo leve não existe.

Uma vez que os sintomas são muito brandos para despertar um alerta nos responsáveis, é comum que nesses casos a busca por ajuda seja feita de forma tardia.

Para confirmar o quadro, é preciso uma série de analises feitas por pediatras e neuropediatras, que devem avaliar o comportamento da criança e seu histórico.

 

Quais sinais podem ser percebidos?

 

Um desses sinais é a dificuldade em se comunicar. Seja por não conseguir falar direito, por usar as palavras incorretamente ou não conseguir se expressar, esse normalmente é o primeiro estágio de alerta para uma possível existência de um quadro de TEA.

Outro sinal muito reconhecível é a dificuldade de socialização. Muitas crianças com autismo têm mais dificuldades de fazer amigos, iniciar ou manter uma conversa e em alguns casos olhar as pessoas nos olhos. As alterações de comportamento são muito comuns nesses casos, como risos inapropriados, pouca demonstração de emoções, repetições de frases e obsessão com um objeto/brinquedo em particular ou assuntos aleatórios como sinalização de segurança.

A identificação desses sinais, seguidas por um diagnostico clinico é possível encaminhar a criança para os tratamentos adequados. Pois, apesar de não existir uma cura para o autismo, os tratamentos podem ser muito eficazes e podem diminuir os efeitos do TEA.

 

Principais tratamentos do TEA

 

O principal quadro no tratamento do autismo é o acompanhamento com uma fonoaudióloga e psicoterapia. Com esse tipo de estímulo, a criança acabará conseguindo interagir de forma melhor com as pessoas, facilitando seu convívio com os outros.

Além disso, é importante manter uma alimentação balanceada, visto que em muitos casos, crianças dentro do espectro desenvolvem uma seletividade alimentar. Então, para que a criança autista se mantenha saudável é importante o acompanhamento por um nutricionista.

Fazer um gerenciamento das necessidades e cuidados envolvidos no tratamento da criança é importante para ajudar no desenvolvimento. Conversar abertamente com as pessoas que estão envolvidas na rotina da criança, pode ajudara  elas a compreender as dificuldades e os passos que devem ser tomados para auxiliar o processo.

Levando em consideração os seus diferente níveis, a maioria dos autistas eventualmente irá precisar de ajuda para a realização de algumas tarefas. Mas com o tratamento adequado poderão realizar a maior parte das atividades do dia a dia e adquirir uma autonomia adequada para a vida adulta.

 

O Jade Autism no contexto da terapia regular

 

Como vimos, um tratamento adequado pode contribuir para a melhora nos sintomas do autismo e ajudar em uma maior independência do paciente. Acompanhar regularmente os resultados das terapias, é muito importante para tornar o tratamento mais dinâmico e personalizado para as necessidades das crianças.

A plataforma terapêutica Jade Autism, tem como função desenvolver e analisar pacientes com autismo e outros distúrbios de aprendizagem. Através de atividades baseadas em evidencias cientificas, de forma lúdica e divertida, estimulamos o desenvolvimento de habilidades cognitivas dos usuários.

Os relatórios de prognóstico, gerados automaticamente a partir da analise da criança, permite que os especialistas tenham mais agilidade e assertividade no momento da tomada de decisão. Pois, ele consegue compreender se houve melhora ou o declínio do desempenho da criança de forma geral, fazer uma avaliação da impulsividade do paciente, de motivação e resiliência, movimentos motores e fuga-esquiva e acompanhamento de evolução.

Leve o que a de melhor para seus pacientes! Assine o Jade Autism clicando AQUI.

Em caso de dúvidas ou mais informações, entre em contato pelo endereço de e-mail: contato@jadeautism.com.

 

 

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