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Por que o autismo é classificado como transtorno?

 

Com a reorganização dos manuais diagnósticos, a síndrome de Asperger passou a ser chamada de Transtorno do Espectro Autista. Mas qual a diferença entre síndrome e transtorno?

Antes de tudo precisamos discutir um pouco sobre sintoma e doença, que por vez se diferenciam de síndrome e transtorno.

 

O que são sintomas?

 

Sintomas são as queixas que um paciente relata. Uma alteração no corpo que é percebida pelo próprio paciente, como dor de cabeça, angústia, náusea, tontura, prurido e cansaço, entre outras sensações. 

São alterações consideradas subjetivas, já que não é possível medi-las. Os profissionais de saúde devem escutar os relatos para compreender o paciente.

 

Sinais: como se diferem dos sintomas?

 

Já os sinais se diferenciam dos sintomas, pois são alterações no aspecto, estrutura física ou no metabolismo de um paciente. Podem ser percebidos por outra pessoa, como um médico ou outro profissional de saúde, indicando um possível adoecimento. Diferente dos sintomas, os sinais não dependem do relato do paciente, pois eles podem ser percebidos mesmo sem a queixa, como febre, icterícia e edema.

Sendo assim, quando se analisam sintomas e sinais em conjunto, tem-se a sintomatologia do quadro clínico, que é essencial para o diagnóstico de doenças, síndromes e transtornos.

 

O que é doença?

 

Uma pessoa doente apresenta um conjunto de sinais ou de sintomas específicos que alteram o seu estado normal de saúde. As doenças têm causas reconhecidas, manifestam-se através de sintomas específicos e provocam alterações no organismo. Podem ser causadas por fatores internos ou externos. 

Um profissional de saúde quando se depara com uma pessoa doente, faz uma análise dos sinais e sintomas apresentados, solicita exames para averiguar o quadro clínico, e assim cria uma hipótese diagnóstica de uma doença, síndrome ou transtorno.

Importante ressaltar que , quando se fala em doença, nos referimos à ausência de saúde devido a distúrbios nas funções físicas e/ou mentais.

Vale ressaltar que saúde não é apenas a ausência de doença em si. A Organização Mundial da Saúde – OMS, diz que “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”.

 

O que é Síndrome?

 

A principal diferença entre síndrome e doença é que, em geral as causas da doença são conhecidas enquanto a síndrome, por se tratar da reunião de diferentes sintomas, pode não se saber exatamente o que a causa.

A síndrome é um conjunto de vários sintomas que irão definir uma patologia ou uma condição. Esses sintomas, geralmente, têm diferentes causas. Dessa forma, a síndrome pode ter diversas origens e pode ser que nunca haja uma certeza sobre sua verdadeira causa.

Um exemplo é a Síndrome de Down. Não se sabe muito bem qual a causa, embora se trate de erro genético. Ou seja, pode-se identificar que a pessoas com Síndrome de Down têm uma alteração específica no cromossomo 21, mas o que causa essa alteração, não se sabe ao certo.

 

O que é Transtorno?

 

Transtorno é um substantivo masculino que define o ato ou efeito de transtornar, bagunçar desorganizar, desordenar. Uma alteração na saúde pode nem sempre estar relacionada a uma doença. Ainda assim, pode causar desequilíbrios mentais ou psicológicos.

Para a psicologia, a psiquiatria e outras áreas que estudam as psicopatologias, os transtornos mentais são condições de perturbação mental.  Os transtornos mentais comprometem a vida do indivíduo em vários aspectos, alguns exemplos de transtorno são: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, Transtorno de Espectro Autista – TEA,  transtorno de ansiedade, entre outros.

Os transtornos não têm uma única causa, assim como as síndromes, e podem ser resultado de déficits biológicos ou psicológicos. Os transtornos apresentam sintomas como os de uma doença, no entanto, em sua maioria não têm cura, apenas tratamentos que aliviam os sintomas e permitindo uma melhor qualidade de vida. 

Os tratamentos dos transtornos geralmente envolvem um trabalho multidisciplinar com psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da saúde, como médicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. Além disso, podem ser necessárias intervenções medicamentosas, que são ministradas pelo psiquiatra ou neurologista.

 

TEA e diagnóstico

 

Ao apresentar sinais do TEA, a criança deve receber o acompanhamento médico que possivelmente chegará em um diagnóstico de autismo. A partir disso, paciente e família devem ser amparados por uma equipe multidisciplinar que planeja a estratégia de intervenção terapêutica que visa contribuir para o aprendizado e a qualidade de vida da criança.

Saiba mais sobre o tratamento.

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