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Como tornar a brincadeira mais acessível para crianças autistas

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A chave para o bom aproveitamento do conteúdo lúdico e educativo por uma criança com autismo é que a atividade esteja adequada para suas necessidades cognitivas.

Uma das questões levantadas por pais e educadores é a falta de atividades lúdicas adequadas. Na maioria das vezes alguns brinquedos não facilitam o aprendizado para as crianças autistas. Isso é um problema a ser resolvido. 

 

As dificuldades do momento lúdico

 

O estímulo adequado para a criança autista é um que possa estimular suas habilidades de comunicação, interação social, funções executivas e, principalmente, que seja baseada na motivação da criança. Dessa forma o aprendizado pode ser construído com afeto. Além disso, é essencial que as brincadeiras e brinquedos sejam adequados de forma a não sobrecarregar também o sistema sensorial, permitindo o desenvolvimento de novas habilidades através de um aprendizado de qualidade.

Por exemplo, brinquedos e atividades que sejam muito intensas, tenham muitas luzes ou sons podem acabar sendo estímulos demais para essa criança. O que significa também que a criança pode acabar frustrada e ter picos de agressividade e estereotipias.

 

O que é preciso para uma atividade de qualidade

 

A criança com autismo apresenta com frequência um comportamento restrito e repetitivo, mais conhecido como hiperfoco. O hiperfoco é considerado um interesse intenso em um tópico, tarefa, assunto ou brincadeira. Dessa forma, os estímulos lúdicos precisam ser adequados para potencializar o aprendizado da criança e aumentar o seu repertório de brincadeiras. E existem diversas soluções interessantes para essa questão.

Brinquedos e jogos que possam ser realizados sozinhos e com companhia de membro da família ou amigo funcionam de forma a incentivar a socialização controlada sem forçar a criança, o que pode ser muito benéfico no processo terapêutico  e também pode ajudar a criança a desenvolver novas habilidades,

Desenvolvimento motor, da fala e da socialização, por exemplo, são algumas barreiras que essas crianças ainda encontram. Mas que de forma lúdica podem ser trabalhadas acompanhadas de intervenção terapêutica, inclusão em escolas e outros grupos de crianças.  Por exemplo: se a criança com autismo têm dificuldade em relação à motricidade, uma brincadeira que envolva o corpo todo pode tornar o processo de aprendizado motor muito mais legal e produtivo.

 

Clube do Tum Tum

 

Este cenário, da falta de atividades lúdicas adequadas, mostra a importância do desenvolvimento de brincadeiras especialmente criadas para as crianças autistas. Foi daí que surgiu o Clube de Brinquedos Tum Tum.

“Crianças com autismo apresentam um padrão de comportamento e interesses restritos, estereotipados e repetitivos”, explica Carla Pimenta, uma das responsáveis pelo clube de assinaturas.

O objetivo do clube é tornar acessível a criação de momentos de brincadeira e lazer com as crianças com autismo, sem que a família tenha que se preocupar se aquele brinquedo vai ser adequado.

Os brinquedos são todos escolhidos por uma equipe de curadores que os selecionam com base na necessidade das crianças com autismo. Todos brinquedos são pensados para que diversas habilidades possam ser estimuladas.

Isso leva a momentos mais descontraídos entre a família ou os amigos, já que a criança não vai ficar sobrecarregada. Os estímulos que estão sendo criados de habilidades e socialização acabam sendo mais positivos e gerando novos conhecimentos para as crianças. 

 

Como funciona?

 

O pai ou responsável faz um plano de assinatura no site e recebe mensalmente brinquedos que sejam adequados à realidade da criança autista. Carla conta que “a experiência de receber a caixinha do TumTum já se tornou um evento para muitos dos nossos assinantes”.

Os brinquedos que são entregues pelo clube são desenvolvidos justamente para que tenha mais de uma forma da criança brincar com ele. “É muito interessante variar a forma de brincar para aprender novos conteúdos”, explica Carla. Construindo assim um ambiente mais descontraído e leve, ideal para o estreitamento dos laços familiares de amizade e desenvolvimento cognitivo. 

 

A próxima geração de brinquedos

 

Sobre o futuro do setor lúdico, Carla acredita na personalização: “Imaginamos que os brinquedos serão desenvolvidos de acordo com o plano de desenvolvimento de cada criança”.

Ela também acha importante modelos híbridos, uma vez que os assinantes têm acesso à uma plataforma digital que contém vídeos explicativos sobre cada brinquedo.  “A introdução de uma mescla entre o físico e o digital é essencial tanto para o aprendizado dos pais quanto para as avaliações de desenvolvimento”, conclui.

Saiba mais sobre o Clube do Tum Tum!

 

Assista ao vídeo para saber como melhorar as brincadeiras com seu filho.

 

 

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