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Como incentivar crianças com autismo nas atividades escolares

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Como incentivar crianças com autismo nas atividades escolares

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O autismo é uma condição que pode atingir crianças em todas as idades, resultando em problemas de socialização, aprendizagem e convívio com familiares, amigos, conhecidos e nas atividades escolares.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que uma em cada 160 crianças sofram com o transtorno do espectro autista (TEA). As causas são diversas, incluindo fatores ambientais e genéticos.

Diante dos sintomas do autismo, uma das principais dificuldades é promover a integração das crianças nas atividades escolares, já que, muitas vezes, o problema de comunicação é um dos mais recorrentes nos indivíduos com TEA.

No artigo de hoje, separamos algumas dicas de como incentivar crianças com autismo nas atividades escolares, mas sem esquecer de que cada pessoa é única e nem sempre o que irá servir para um aluno terá eficácia com outro.

 

6 maneiras de incentivar as crianças autistas na escola

A linguagem receptiva (compreensão das mensagens ouvidas) é uma das características principais do autismo. 

Isso significa que o aluno tem dificuldades de compreender o que o professor deseja ensinar, o que pode desencadear um comportamento agressivo ou uma apatia (falta de interatividade).

Por isso, separamos algumas atividades que podem ajudar nas atividades escolares para crianças com espectro autista.

 

1 – Comece com os estímulos

Em primeiro lugar, é importante dizer que a criança autista deve receber estímulos para interagir de maneira satisfatória. Além do mais, todas as atividades devem ser feitas com empolgação e cuidado, para que os alunos se sintam queridos naquele ambiente.

Para os estímulos, verifique quais são os interesses e motivações da criança. A partir disso, é possível saber qual é a “ação motivadora”, ou seja, a atividade que será responsável por incitar a interação e o desenvolvimento do aluno.

 

2 – Use a comunicação visual

A explicação dos conteúdos pode ser feita com a ajuda de elementos visuais, como adesivos personalizados, quadros, ilustrações e desenhos. 

Esses recursos facilitam a aprendizagem da criança, já que é possível demonstrar o que está sendo dito.

 

3 – Organize a sala de aula

A disposição física da sala de aula é um fator a ser considerado quando se planeja uma aprendizagem para crianças com espectro autista.

Os autistas têm dificuldade em reconhecer e respeitar regras e limites. Por conta disso, eles não sabem como chegar a algum lugar pelo caminho mais fácil.

Diante disso, a organização do ambiente deve ser pensada da forma mais otimizada possível, com “pistas” visuais para que as crianças saibam identificar que aquilo é uma fechadura eletroímã, uma porta, uma cadeira, etc.

 

4 – Respeite o tempo da criança

As crianças autistas costumam demorar um tempo maior para guardar objetos ou fazer alguma atividade. Isso deve ser respeitado e, para conquistar a empatia deles, os professores podem acompanhar essa atitude no ritmo de cada um.

Por exemplo, em uma tarefa simples de separação de lixo, para que os alunos aprendam mais sobre o gerenciamento de resíduos, não apresse o aluno com espectro autista, mas sim, tente fazer junto com ele.

 

5 – Proponha atividades lúdicas

As atividades lúdicas são recomendadas para todas as crianças, mas têm um peso maior quando se trata de alunos com espectro autista. 

É uma forma de “aprender brincando” e, nesse sentido, é possível incentivar a comunicação com a criança, mesmo que através de elementos visuais.

Algumas propostas de atividades são:

  • Dados divertidos para despertar a atenção;
  • Músicas e conteúdos audiovisuais;
  • Quadros visuais de comunicação;
  • Organização das formas geométricas.

Hoje em dia, é possível encontrar diversas brincadeiras, incluindo jogos tecnológicos, que utilizam dispositivos de controle, feitos justamente para crianças autistas.

 

6 – Dê informações claras com palavras fáceis

É necessário evitar enunciados muito longos e o uso de palavras abstratas. Sendo assim, ao invés de fazer perguntas abertas, ofereça alternativas para o aluno, para estimular que ele faça escolhas.

Lembre-se de usar a comunicação visual como ponto-chave para a interação com a criança, bem como demais estímulos que facilitem a compreensão do aluno.

 

Conclusão

Saber como se planejar para oferecer um espaço de acolhimento à criança com transtorno do espectro autista é uma das maneiras de incentivar a participação desse aluno nas atividades escolares e, assim, contribuir para o desenvolvimento do indivíduo.

De início, pode parecer complicado, por esse motivo, é importante que os professores estejam devidamente preparados para lidar com o ensino e aprendizagem de crianças autistas, promovendo um ambiente de empatia, respeito e carinho.

 

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Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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