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Aplicativo criado por capixaba será implementado na Inglaterra; jogo ajuda crianças autistas

 

O jogo ajuda no desenvolvimento cognitivo e realiza análises e relatórios à respeito da situação da criança, podendo ajudar no tratamento

 

Artigo publicado originalmente no Jornal Online Folha Vitória.

 

O capixaba Ronaldo Cohin foi convidado pelo governo da Inglaterra para implementar um aplicativo criado por ele na saúde pública britânica.

Estudante de Ciências da Computação, em uma universidade particular de Vila Velha, Ronaldo criou o Jade Autism, aplicativo que promove auxílio terapêutico para crianças autistas.

“Eu sou pai de uma criança autista, o Lucas, de 6 anos. Estava terminando meu curso e tive a ideia de fazer uma trabalho voltado para pais que assim como eu, convivem com o autismo. É um jogo que pode captar dados de comportamento das crianças e essas informações podem ajudar no tratamento”, explicou.

Após apresentar o Jade Autism na universidade, a ideia ganhou prêmios e implementação de seu uso nas 42 Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Espírito Santo, além de estar em processo de implantação em Apaes de outros estados.

No caso da Inglaterra, tudo começou por interesse do governo inglês. “Participamos de um evento organizado pelo governo da Inglaterra, em Florianópolis, por causa disso, eles conheceram o aplicativo e nos chamaram. Ficamos 10 dias lá fazendo reuniões e apresentando o projeto, depois fomos convidados a implementar projeto por lá, que será utilizado para saúde pública da Inglaterra. Estamos trabalhando para que seja padrão utilizado por crianças autistas de lá”, contou.

Como funciona

O jogo já ajuda no desenvolvimento cognitivo porque é terapêutico. O Jade Autism possui algoritmos que analisa como a criança se comporta durante a brincadeira, não é o resultado, mas sim, a reação da criança autista a aquela ação. Por exemplo: o tempo que ela demora para clicar e começar as fases. Com isso, o jogo gera relatórios de acompanhamento do quadro da criança.

Repercussão

A criação do capixaba já rendeu muitos frutos, inclusive fora do Espirito Santo. Depois de apresentá-lo em seu Trabalho de Conclusão de Curso, a universidade em que ele estuda também o convidou para um grande evento de inovação, onde o projeto foi reconhecido e premiado.

O Jade Autism também ganhou o prêmio Campus Mobile da Universidade de São Paulo (USP), além de ter sido indicado para o Prêmio Nacional Anuário Tele.Síntese, onde apenas as três melhores empresas com desenvolvimento de conteúdo concorrem. “Foi tudo muito rápido mas já conseguimos muita coisa. O aplicativo tem mais de 42 mil usuários e apenas 40% é no Brasil. O resto é espalhado por várias partes do mundo. Temos usuários utilizando o Jade Autism em todos os continentes”, disse Ronaldo.

Próximos passos

Além do desenvolvimento do projeto para utilização das crianças na Inglaterra, Ronaldo e sua equipe irão para o Canadá para internacionalizar a Startup.

Segundo ele, já existem vários planos para o aplicativo, inclusive, a inclusão de mais um capixaba para melhorar os resultados do jogo na saúde das crianças. “A gente estará lançando uma versão 2.0 do aplicativo daqui a 10 dias. Atualmente, ele tem 60 fases e vai passar a ter 800, também teremos novas leituras de análise da criança. Um neurologista capixaba, o Marcelo Masruha, um dos mais respeitados da área e que, inclusive, é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, agora faz parte do nosso time e está trabalhando com a gente para melhorar o desenvolvimento do projeto. Nossa ideia é já dar um diagnóstico, em versões futuras”, disse.

 

Texto: Redação Jornal Folha Vitória
Foto: Divulgação UVV / Raphael Genuíno

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