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Agressividade no autismo: como evitar crises e comportamentos agressivos

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A relação entre agressividade e autismo é um dos primeiros sinais de alerta que levam famílias a buscarem ajuda para suas crianças. Isso porque, entre outros indícios do TEA, a agressividade acaba se destacando e preocupando os adultos, já que a segurança de seus filhos é tão importante.

Em conjunto com outros sintomas, como a dificuldade em estabelecer comunicação ou de brincar, a agressividade leva muitos pais preocupados a conversar com um profissional de saúde. É importante que isso seja feito, porque o profissional pode filtrar as preocupações e chegar a um diagnóstico adequado para cada paciente.

De onde vem a agressividade no autismo

Uma das razões para termos a correlação entre agressividade e autismo é a hipersensibilidade. Isso é, as crianças com autismo, principalmente as que têm dificuldades com a fala, não conseguem se expressar se outra forma.

Em ambientes com muitos estímulos, por exemplo, elas podem se sentir sobrecarregadas. Aí, dada a dificuldade de expressar o desconforto, acabam partindo para movimentos repetitivos e agressivos.

Outro componente importante dessa relação é a dificuldade em se dialogar. Não só pela fala, mas crianças com autismo têm problemas em manter contato visual ou responder a gestos de interlocutores, então podem partir para comportamentos agressivos.

É importante atentar para a possibilidade da agressividade ser uma manifestação de um problema que a criança não consegue explicar. Por exemplo, dores ou incômodos físicos. Mas a hipersensibilidade também explica a razão da agressividade e autismo estarem ligados.

A criança que bate na parede ou no piso pode, por exemplo, estar sensível ao barulho. Crianças que se mordem ao comer podem ter hipersensibilidade a alimentos. Quem pressiona ou belisca o próprio corpo pode fazer isso como forma de manter controle. É importante notar esses padrões e analisar as situações e os gatilhos que levam a eles.

É claro que comportamentos agressivos e autoagressivos preocupam as famílias, que procuram sempre prezar pelo bem estar das crianças. Mas é importante entender a razão deles para ajudar. É nesse espaço que a presença de bons profissionais de saúde se torna essencial no tratamento da criança com autismo.

Como ajudar a criança

A análise de comportamento feita por um profissional de saúde adequado ajuda a família a notar gatilhos e padrões da criança com autismo para que todos possam trabalhar em conjunto para ajudá-la.

Durante uma crise de comportamentos agressivos e repetitivos, é essencial saber as ferramentas para ajudar seu filho. Para minimizar a situação, busque tranquilizá-lo. Se possível, retire-o de ambientes estimulantes demais – tumultos e com muito barulho – e tente apresentar calmamente algo que o tranquilize.

Com a atenção as gatilhos e trabalho gradual na tranquilização, auxiliado por profissionais de saúde, você pode ajudar a diminuir a manifestação de agressividade no seu filho e proporcionar ambientes e situações mais seguras para ele. Assim, ele passa a ter interações menos exaustivas e mais benéficas com o mundo ao seu redor.

Algumas ferramentas podem ajudar as pessoas com autismo a se comunicarem, facilitando este processo. Este é o caso dos suportes visuais, com diversos benefícios para o aprendizado de crianças autistas. Saiba mais como eles funcionam.

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18 comentários

    • Olá, Milena.

      Isso pode ser uma característica de TEA, mas apenas isso, isoladamente, não faz com que o diagnóstico seja estabelecido. É necessário todo um conjunto de características, como déficits de reciprocidade sócio-emocional, déficits em comportamentos comunicativos não verbais e é déficits em desenvolver, manter e entender relações. Ou seja, é fundamental uma avaliação médica.

      Não é impossível que uma criança que tenha se desenvolvido bem na primeira infância, posso regredir futuramente.
      Casos assim são popularmente conhecido como TDI – Transtorno Desintegrativo da Infância, também conhecido como Síndrome de Heller ou “Autismo Tardio”.
      Ele costuma apresentar sintomas após um início de desenvolvimento comum. Se manifesta como uma regressão acentuada no desenvolvimento da criança com mais de dois anos de idade. Essa regressão pode ser gradual ou abrupta, normalmente fazendo-a perder suas capacidades de comunicação, compreensão e suas habilidades sociais.

      Não há uma idade padrão para os sintomas acontecerem, mas a situação pode ser bastante agravante.
      Fizemos um artigo bem interessante que vale apena dar uma lida.
      https://bit.ly/369cxuk

    • Olá Jailma,
      Importante entender junto a um profissional o que está causando essa agressividade. Existem vários fatores que podem influenciar, o excesso de estímulos sensórias pode ser um deles, mas como existem outros é necessário que seja feita uma investigação.

  • Meu filho foi diagnosticado.aos 4anos com autismo .até aos 6.nao era agressivo..tem. 7 anos de idade .porém eu e a avô dele percebemos que a agressividade dele aumentou demais .ele quer morder e dar chute .quando não deixamos ele fazer o que quer ..o comportamento dele nos preucupa muito.. pois ele está crescendo .ele faz terapia aba..está na terapia a 5mese .a terapia aba .pode ajudar na agressividade dele???????.

  • Minha filha começou o diagnóstico aos 3 anos sempre tinha tudo do bom e do melhor tudo que ela queria eu e o pai fazia,mai aos 6 anos comecou quebrar tudo nas escolas bater em todos e agora com 11 anos toma medicamento,mais mesmo assim quebra tudo dentro de casa e em qualquer lugar que esteja eu seguro pra ela não se machucar,mais ela me bate na cara sai quebrando tudo e eu não sei mais o que fazer peço ajuda,pois não suporto mais

    • Olá, Adriana.

      Para que possamos orientar da melhor forma, precisaríamos de mais informações. Mas vou dizer o que deveria ser feito em situações assim. Lembrando que não tenho informações além das que você me passou.

      O ideal é que sua filha fizesse um acompanhamento com psicólogo logo quando iniciou com os comportamentos agressivos, pois é mais fácil o manejo de comportamentos inadequados quando eles ainda não se instalaram. Como você relata que ela já toma medicação e ainda assim continua com esses comportamentos, o ideal é uma análise mais aprofundada do caso para estudo da funcionalidade desse comportamento de quebrar tudo que você relata, por exemplo, se é para aliviar algum sentimento como frustração, se é para receber atenção, dentre outros. Somente após essa avaliação por um psicólogo durante um acompanhamento que ele poderá te orientar acerca de como agir quando sua filha emitir esses comportamentos para tentar fazer com que eles parem de ocorrer e sejam substituídos por comportamentos adequados a cada situação.

    • Olá,
      O ideal para um entendimento saudável e funcional por parte das crianças sobre o certo e errado é o diálogo e não espiona-los. As crianças dessa nova geração são espertas, ao menor sinal de que estão sendo monitoradas/vigiadas o vínculo de confiança se perde.
      Converse com seu filho, se for uma criança muito nova, pode fazer isso de forma lúdica com uma espécie de historinha. Mostre para ele de forma simples e clara o que são conversas perigosas, o que e por quê ele não pode ver determinadas coisas.
      Além de reforça o vínculo entre pais e filhos irá proteger a criança de situações perigosas onde os pais não estarão presentes ou não conseguirão monitorar.

  • Meu sobrinho e autista e grita bate na minha mãe tenho muito medo dele pegar faça e furar pós o mesmo fica transtornado e já tem 26 anos

    • Olá, Maria.

      A agressividade infelizmente é um dos sintomas que podem afetar pessoas com autismo. Todo indivíduo dentro do espectro precisa fazer o tratamento que é recomendado para o seu grau de comprometimento.
      As terapias e um tratamento medicamentoso podem ajudar a reduzir a agressividade da pessoa com TEA. Não sabemos se seu sobrinho está sendo acompanhado por um profissional, em caso negativo, recomendamos buscar um médico, psiquiatra e profissionais que possam lhe ajudar e avaliar se há necessidade da prescrição de algum medicamento.

      https://jadeautism.com/cannabis-e-autismo/

  • Olá, sou mãe da Heloísa de 5 anos, estamos em fase de investigação, tivemos apenas uma consulta com neuro, mas todas os sintomas e indícios levam a crer que ela pertence ao TEA.
    Brinca de forma isolada, empilha ou forma fila com tudo que encontra( esmaltes, potes plásticos, pregadores de roupa, etc)
    Extrema dificuldade de se concentrar e concluir toda e qualquer tarefa.
    Professora até me chamou na escola e me pediu para que investigasse, me entrega do um relatório referente ao comportamento da na escola !

    • Olá.
      Tudo bem?
      Esperamos que esse processo da sua filha seja rápido e que ela possa já iniciar com os cuidados necessários.
      Nós aqui do Jade Autism estaremos à disposição para ajudar no entendimento do TEA através dos conteúdos aqui no site e nosso canal de comunicação também está a disposição para esclarecimento de dúvidas.

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