Um dos critérios do diagnóstico do TEA é a dificuldade da criança em se comunicar, por isso, métodos capazes de estimular a comunicação são cada vez mais adotados por professores, terapeutas e fonoaudiólogos

Entretanto, a capacidade de comunicação de crianças com TEA são variadas, uma vez que a comunicação é um processo de troca de informações por meio de comportamentos verbais e não-verbais (postura, gestos, olhar etc.). Assim, entre as crianças autistas, há aquelas que exibem apenas pequenas dificuldades de interação com outras pessoas e há aquelas que possuem um atraso significativo na linguagem e na fala. Em ambos os casos, é necessário que a comunicação seja estimulada.

“Muitas crianças autistas conseguem falar, mas não apresentam uma fala funcional, no intuito de comunicar alto. Elas simplesmente repetem o que ouvem, mas não dentro de um contexto, de um diálogo. Há ainda aqueles que apresentam uma fala mecânica ou totalmente voltada para os interesses próprios. Há casos em que a criança não fala. Nesses dois casos, precisamos ensinar um repertório verbal para que a criança consiga pedir coisas e responder perguntas”, informa Beatriz Zeppelini pedagoga e psicomotricista.

 

Maneiras de estimular a comunicação de crianças autistas na escola

 

Uma das maneiras mais utilizadas para estimular a comunicação verbal em crianças autistas é o PECS. Sigla que vem do inglês Picture Exchange Communication System, que em português, traduz-se em um Sistema de Comunicação por Troca de Figuras. Neste sistema a criança utiliza figuras para ampliar o repertório ou para instalar o repertório da comunicação.

“Esse sistema é usado para ampliar o repertório e estimular a comunicação. Isso ajuda a diminuir os problemas no déficit da comunicação. Na análise de comportamento entendemos a fala como um comportamento verbal. Então, o PECS serve não só para o comportamento verbal, mas sim para o comportamento da criança em geral“, explica Beatriz.

A pedagoga explica que o uso do PECS acontece em fases. Na primeira delas, a criança aprende a trocar uma única figura para itens ou atividades que elas realmente querem. Em seguida, usando uma única figura, as crianças aprendem a generalizar esta nova habilidade e usá-la em lugares diferentes, com pessoas diferentes e usando distâncias variadas. Na última fase do PECS, as crianças aprendem a responder perguntas simples e compor sentenças.

 

A utilização do PECS não atrapalha o desenvolvimento da fala

 

Ainda que essas alternativas tenham se mostrado bem-sucedidas no estímulo da comunicação, há a crença de que métodos como o PECS fazem com que a criança se acostume a se comunicar apenas por meio do sistema utilizado. Mas isso não acontece. Os métodos alternativos existem para, inclusive, estimular o aparecimento e desenvolvimento do comportamento verbal.

Tem alguma dúvida sobre o assunto? Comente aqui e teremos o prazer de lhe responder. Fique de olho no nosso blog para acompanhar os próximos posts sobre o assunto.

 

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