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A inclusão escolar e o impacto na vida de alunos com TEA

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Uma das primeiras questões que as famílias levantam quando uma criança é diagnosticada com autismo é a dificuldade da inclusão nas atividades educacionais.

Isso porque as dificuldades cognitivas e socioculturais podem causar estranhamento e, considerando a falta de conhecimento sobre autismo dos professores e a estrutura das escolas, nem sempre a educação atinge seu máximo potencial.

É fundamental para as crianças autistas, assim como todas as crianças em fase de desenvolvimento, que a educação seja benéfica tanto para seu conhecimento acadêmico quanto para sua formação humana, social e comportamental.

E não são só os alunos autistas que enfrentam essas barreiras. Os alunos com deficiências, sejam elas físicas ou mentais, além dos alunos com outros transtornos do desenvolvimento também lidam diariamente com situações que afetam seu aprendizado.

Isso se reflete principalmente na continuidade da educação e formação dessas pessoas ao longo de sua vida. Por exemplo, hoje no Brasil mais de 24% da população tem algum tipo de deficiência. No nível superior, apenas 0,5% dos alunos (segundo o Censo de Educação Superior, realizado pelo INEP) é deficiente ou possui um transtorno do neurodesenvolvimento.

Em parte, essa dificuldade de acesso está diretamente ligada à dificuldade de acesso no ensino básico. Uma criança que não pode frequentar a escola de forma positiva também não tem a estrutura educacional necessária para chegar ao ensino superior e, portanto, se desenvolver intelectual e profissionalmente.

Vale lembrar que a constituição federal determina que a educação deve ser oferecida para todas as crianças brasileiras. E, se necessário, devem ser feitas adaptações para contemplar cada uma delas.

 

Educação para alunos autistas é um direito 

 

A legislação diz: 

“Art. 205: A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

Em relação a alunos com deficiências, o documento determina como responsabilidade do Estado o “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;”

Além disso, valoriza o “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.

Nesse contexto, é fundamental entender as barreiras que ainda existem e pensar em como os alunos podem ser melhor acolhidos em salas de aula.

 

As barreiras enfrentadas por alunos com deficiência  

 

A primeira questão é a barreira física. No caso das crianças com deficiência, como exemplo mobilidade reduzida e baixa visão, o acesso ao espaço da escola já é prejudicado.

Esse espaço não abriga a diversidade das crianças matriculadas. A criança com deficiência não só gasta mais tempo e energia simplesmente para estar na sala de aula, mas também absorve menos o conteúdo já que ele não é pensado para sua realidade.

 

Dificuldades socioemocionais 

 

Também, é claro, existem os fatores socioculturais envolvidos. Coordenadores e docentes que não têm entendimento sobre o Transtorno do Espectro Autista também não estão atentos para os sinais e as adaptações necessárias na sala de aula que esses alunos precisam. 

Nesse caso, quando a criança com autismo não responde da mesma forma que seus colegas neurotípicos, é comum que ela seja punida e não acolhida conforme sua forma de se expressar.

Isso pode fazer com que essas crianças manifestem, por exemplo, estereotipias, comportamentos agressivos e repetitivos durante as aulas. Também é importante lembrar que alguns fatores das escolas podem ser gatilhos para esses comportamentos das crianças com TEA: quantidade excessiva de estímulos, brincadeiras, atividades escolares não adaptadas, etc.

Quando as aulas não consideram as crianças autistas, elas levam a dificuldades e as dificuldades desencadeiam a ansiedade em relação à escola.

O mesmo ocorre inclusive para crianças com outros transtornos do desenvolvimento. É o caso de crianças disléxicas ou com TDAH, que também enfrentam dificuldades durante as aulas para interação social funcional.

 

Exclusão acadêmica de alunos com autismo

 

No âmbito acadêmico as dificuldades enfrentadas por alunos autistas se multiplicam. A criança que não consegue atingir as demandas dos planos de aula fica prejudicada em relação ao seu potencial e aos colegas.

Essa dificuldade vai se acumulando ao longo do tempo, já que geralmente é deixada para trás quando novas atividades surgem. A falta desse olhar para a necessidade desses alunos faz com que eles muitas vezes, repitam de ano e/ou até deixem a escola. Isso impacta diretamente no seu futuro acadêmico e profissional.

 

Jade Edu como suporte no ensino de crianças autistas

 

O novo software desenvolvido pelo Jade, o Jade Edu, tem como proposta minimizar essas dificuldades e ampliar a inclusão nas escolas.

Nessa ferramenta o aluno faz em tablets ou computadores, atividades que ensinam o pensamento crítico, criativo e lógico, a curiosidade, o desenvolvimento motor e a linguagem de forma lúdica. A partir dessa utilização é feita uma análise comportamental, onde os professores e coordenadores podem analisar o desenvolvimento cognitivo e aprendizagem de seus estudantes autistas.

Nessa análise é possível notar os padrões e entender o que as crianças estão ou não conseguindo acompanhar. Nesse processo há oportunidade para repensar os planos de aula. Dessa forma, trazendo mais conhecimento de forma mais acolhedora para todos os alunos sejam eles atípicos ou não.

Para saber mais sobre o Jade Edu, acesse nosso blog e entre em contato com a nossa equipe.

 

 

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