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A importância de limitar o tempo de tela das crianças autistas

 

 

No nosso último texto, falamos sobre a importância da tecnologia para o desenvolvimento de crianças autistas. Como vimos, aplicativos e softwares em celulares e outros dispositivos podem ser grandes aliados! Mas isso não significa que não devemos prestar atenção no tempo de tela dos nossos filhos.

Como vimos também, cada faixa etária tem um limite de tela que deve ser respeitado para um desenvolvimento saudável. Porém, sabemos que tirar a tecnologia dos pequenos não é uma tarefa fácil.

Continuamos agora com o tema de tempo de tela para crianças autistas, conversando com a psicóloga Joice Andrade. Aqui, investigamos as consequências negativas do uso exagerado das tecnologias e como estabelecer os limites para os filhos.

 

Quais as consequências do tempo de tela excessivo?

Joice Andrade relata algumas das consequências negativas do uso exagerado das tecnologias por crianças típicas e atípicas:

“Nos últimos anos surgiram novos termos como ‘autismo virtual’ e ‘autismo eletrônico’ que se referem a uma desordem da funcionalidade e desenvolvimento de crianças devido ao uso excessivo de ambientes virtuais nos primeiros anos do desenvolvimento, o que causaria inabilidade social e ansiedade, além de outros comportamentos semelhantes ao observado em crianças com TEA. No entanto, esse termo tem sido utilizado em estudos onde as crianças passavam mais de quatro horas expostas a ambientes virtuais, geralmente sem supervisão e em ambientes passivos, ou seja, não havia interação da criança com a tela, como em desenhos animados e filmes”.

“Nesse contexto, vale ressaltar que a infância é uma das fases do desenvolvimento mais importantes, onde todo cuidado e investimento deve ser tomado para que as crianças se desenvolvam melhor dentro de suas limitações específicas”. A psicóloga completa. “sendo assim, é preciso investir nas ferramentas existentes e no desenvolvimento de novas tecnologias para que o desenvolvimento, seja intelectual, motor ou social, ocorra da melhor maneira possível”.

 

Como limitar o tempo de tela para crianças autistas?

Nenhuma criança gosta de ser limitada, especialmente se está entretida com uma atividade que lhe traz um certo prazer. Porém, como vimos, o limite de tempo de tela é necessário para a própria saúde dos filhos.

E ao ser limitada ou repreendida, a criança pode apresentar uma certa resistência ou até mesmo irritabilidade em alguns momentos.

Porém, no caso de crianças com TEA esse quadro pode evoluir para a manifestação de estereotipias. Elas são repetições e rituais linguísticos motores ou até mesmo de postura, muitas vezes involuntários, que a criança realiza buscando controlar a ansiedade.

Para ajudar o seu filho nestes casos, é importante identificar os gatilhos da estereotipias, que podem ser trabalhados durante a psicoterapia.

Manifestações mais graves de irritabilidade, como episódios de agressividade também podem ocorrer. E para ajudar a criança neste momento, busque tranquilizá-lo, e apresentá-lo a outras atividades que possam acalmá-lo.

 

Quais atividades podem substituir as telas em meio a pandemia?

Apesar da tecnologia ser de grande ajuda no desenvolvimento de crianças com TEA, ela não deve ser protagonista na rotina de seu filho. E isso vale inclusive para os períodos de isolamento social!

Brincadeiras “analógicas” que envolvem os pais e outros membros da família podem ser adotadas. Mas é importante que essas atividades tenham regras claras e previsibilidade, bem como rotinas estabelecidas.

Dessa forma é possível estimular crianças autistas sem sobrecarregá-las e garantir uma interação correta e tranquila.

Uma outra possibilidade é incluir no dia a dia de seu filho, momentos de brincadeiras independentes, que garantem uma ocupação e favorece a concentração e o foco.

Pensando neste momento desafiador que estamos enfrentamos, criamos um conteúdo exclusivo em texto e vídeo, com sugestões de atividades para a quarentena. Confira agora!

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