O dia 2 de abril, é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, popularmente conhecido também como dia do autismo. Essa data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008. É importante quebrar os estigmas para que a sociedade tenha um maior conhecimento sobre o autismo, criando assim um ambiente mais favorável para inclusão e o desenvolvimento de pessoas autistas.

 

O que é autismo?

 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode acarretar dificuldades motoras, de comunicação e socialização. Os sintomas variam entre cada pessoa autista, mas alguns fatores em comum precisam ser difundidos para que o transtorno seja identificado e adaptações e estímulos necessários ocorram.

 

Sinais de autismo

 

O autismo apresenta três características fundamentais que costumam aparecer na primeira infância, entre os 12 e 18 meses de vida. Esses sinais podem se manifestar isoladamente ou em conjunto. São eles:

 

  • Dificuldade de comunicação
  • Padrão de comportamento restritivo e repetitivo (estereotipias)
  • Dificuldade de socialização

 

Um comportamento, por exemplo, que chama a atenção e pode demonstrar uma dificuldade em estabelecer vínculos, é a criança ter dificuldade em manter contato visual com a mãe durante a amamentação.

Nenhum fator é decisivo e a criança não precisa ter todos os sinais para ser diagnosticada. Ao mesmo tempo, crianças com algum ou alguns desses sintomas não necessariamente são autistas. É por isso que o diagnóstico só pode ser feito por profissionais especializados.

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Causas do autismo

 

As causas do autismo envolvem fatores genéticos e ambientais que podem se inter-relacionar de diferentes formas. Um estudo publicado em 2019 pelo JAMA Psychiatry afirmou que o risco do autismo é genético majoritariamente, em torno de 97%, com herdabilidade de 81%. Isso confere apenas 1% a 3% aos fatores ambientais.

Fatores genéticos: embora a genética seja um elemento importante no desenvolvimento do autismo, ainda existe uma dificuldade na identificação dos genes associados ao transtorno. Outros estudos já mostraram que o autismo não é resultado de alterações em um único gene. Isso porque modificações em cerca de 800 genes já foram associadas ao transtorno.

Fatores ambientais: Em relação aos fatores ambientais, o estudo publicado pelo JAMA Psychiatry também mostra que a exposição de agentes intrauterinos durante a gestação, como drogas, infecções e traumas, podem ter a ver com o desenvolvimento do autismo. A identificação das causas ambientais é um campo que ainda necessita de mais estudos.

 

Mitos sobre o autismo

 

A cultura e a sociedade desenvolveram muitos mitos em relação sobre o autismo. De forma geral, autistas são vistos como pessoas incapazes de formar vínculos, “estranhas”, menos inteligentes ou até mesmo geniais. Outros mitos:

  • A vacinação causa autismo – estudos científicos comprovam que vacinas NÃO causam autismo. Por isso, não deixe de vacinar o seu filho(a).
  • Compostos químicos, desnutrição, alimentação, vitaminas, ácido fólico, estresse, amamentação e depressão pós-parto NÃO causam autismo!
  • O autismo afeta apenas pessoas do sexo masculino – o número de meninos diagnosticados com autismo é cerca de 4 vezes maior que o de meninas. Mas isso não significa que mulheres não podem ser autistas. É importante considerar que a maioria das metodologias de diagnósticos do TEA usam como referência dados de pessoas do sexo masculino. Isso pode fazer com que muitas meninas e mulheres do espectro, principalmente com autismo nível 1, sejam negligenciadas, sofram com atrasos na identificação desse transtorno ou, até mesmo, passem toda a vida sem receber o diagnóstico correto.

Saiba mais sobre como o transtorno do espectro autista afeta mulheres.

 

Diagnóstico de autismo

 

O diagnóstico de autismo é um processo singular de cada paciente. Ainda que existam padrões de sintomas e comportamentos, é importante lembrar que o profissional adequado e a documentação correta ajudam muito. Isso se dá justamente pela ampla gama de sinais de TEA e a importância de identificar padrões.

Para o diagnóstico, muitos profissionais realizam uma entrevista com os pais para entender o comportamento da criança. Também é comum recorrerem a fotos, vídeos e depoimentos dos professores e educadores. Devido à possibilidade de ser uma condição genética, alguns profissionais também buscam investigar outros casos de autismo na família da criança.

Com a identificação desses sinais, seguidos por um diagnóstico clínico, é possível encaminhar a pessoa para os tratamentos adequados.

 

Tratamento autismo

 

O autismo não é doença, mas uma condição neurológica. Por isso, o autismo não tem cura! Mas, independente disso e do nível de TEA, existe tratamento pro transtorno e a pessoa deve ser acompanhada por profissionais especializados. Os mais indicados são fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicoterapeutas e nutricionistas (em casos de seletividade alimentar).

Os tratamentos e medicamentos prescritos por esses profissionais podem ajudar a diminuir os prejuízos causados pelo transtorno, possibilitando uma melhor interação, comunicação e o desenvolvimento de habilidades para realizar as atividades do dia a dia, adquirindo a autonomia necessária para a vida adulta.

 

Lei Romeo Mion e os direitos dos autistas

 

Uma luta de décadas travada pelos pais de pessoas autistas resultou, em 2012, na criação da Lei nº 12.764/12, que garante direitos aos autistas. Essa lei afirma a proteção do autista, eliminando qualquer forma de discriminação, além de reafirmar todos os direitos de cidadania destas pessoas, como: acesso a informações, serviços especializados, apoio aos cuidadores etc.

Uma nova legislação batizada Lei Romeo Mion, de 2019, determina a criação da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), para melhor identificar as pessoas com TEA. Confira todos os direitos – AQUI!

Em celebração a essa data tão especial, lançamos um e-book para esclarecer as principais dúvidas a respeito do autismo e te ajudar a lidar com o transtorno. Clique AQUI para baixar gratuitamente.

 

Conheça o Jade Autism

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno do Espectro Autista afeta hoje uma em cada 59 crianças no mundo. Uma dessas crianças é o Lucas, filho do Ronaldo Cohin, que inspirou o pai a criar a Jade Autism.

O Jade Autism é um software terapêutico e educacional utilizado para o estímulo e acompanhamento de crianças autistas e com outras comorbidades cognitivas. As atividades gamificadas estimulam a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo dos jogadores de acordo com técnicas baseadas em evidências científicas. As atividades incentivam a resolução de problemas, a utilização de pensamentos estratégicos e a tomada de decisão, tudo isso de forma divertida!

O APP conta com mais de 100.000 usuários em 179 países pelo mundo. Algumas instituições no Brasil como a APAE e escolas públicas, também utilizam a ferramenta.

Saiba mais e baixe o APP do jade Autism.

 

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